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Subsídio do diesel deve ser renovado ao fim de setembro, defende economista

Política tem impedido aumento do preço do combustível ao consumidor final, mas custo também é dividido entre a população; entenda

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Petrobras aumentou o preço do diesel para as distribuidoras, mas o subsídio do governo mantém os preços ao consumidor final.
  • O economista Ricardo Buso defende a renovação do subsídio devido à alta variação nos preços dos combustíveis.
  • Os custos do subsídio são divididos entre a população, mas sem ele, o impacto na inflação também afetaria todos.
  • A guerra no Oriente Médio tem gerado insegurança no preço do petróleo, mas o Brasil pode se beneficiar com os biocombustíveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Petrobras aumentou nesta quinta-feira (17), em R$ 1 o litro, o preço de venda do diesel para as distribuidoras, mas os preços ao consumidor final devem ser mantidos por conta do subsídio do governo federal.

Segundo o economista Ricardo Buso, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (17), a atual política de subsidiar os combustíveis tem um custo que é dividido entre a população. Em contrapartida, se não houvesse esse subsídio, a consequência também pesaria no bolso dos consumidores. “Criou-se uma taxação para financiar a parte dessa conta, uma taxação para a Petrobras. E a outra parte da conta é realmente pelo Tesouro. Por outro lado, se não fizer, nós estamos num país extremamente rodoviário. E o impacto do preço do diesel pode ser demasiadamente forte para a nossa inflação. Então, no primeiro caso, com o subsídio do governo, a gente divide com a população toda. Agora, no segundo caso, se vier para a inflação, também vai dividir com a população toda.”


Buso avalia que as políticas de subsídio no preço dos combustíveis, que têm previsão para encerrar no final de setembro com o fim da medida provisória, devem ser renovadas, uma vez que o preço tem variado muito nos últimos meses.

“Então, se não houver uma solução definitiva nesse cenário que nós temos de dependência do transporte rodoviário, de impacto da inflação, ele certamente precisará ser renovado; não vejo outra alternativa, em que pese o cenário fiscal”.


Com relação aos impactos da guerra no Oriente Médio, Buso avalia que a escalada do conflito tem gerado uma insegurança duradoura e já não há mais perspectiva de uma queda do petróleo a curto prazo. Nesse cenário, segundo ele, o Brasil “tem a faca e o queijo na mão” com os biocombustíveis.

“Está tudo aqui nas nossas mãos. E, de fato, além de ter o que o mundo quer, está aí a possibilidade de sair de conflitos geopolíticos com produção própria, muito desenvolvida”.

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