Alívio no tarifaço anima setor de pescados após deixar de exportar cerca de R$ 1 bilhão em 2025
Setor celebrou queda das tarifas de 50% para 10% após decisão da Suprema Corte americana; 65% das exportações são para os EUA
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Com a decisão da Suprema Corte sobre o tarifaço americano, no último final de semana, e nova imposição de sobretaxas de 10% a partir desta terça-feira (25), a piscicultura brasileira é um dos setores que passam a ser beneficiados com alíquotas menores. No entanto, o período de vigor das tarifas de 50% do presidente Donald Trump gerou prejuízos aos empresários, que devem buscar compensações na nova realidade.
Alguns dos impactos ao setor se refletiram em diminuição de postos de trabalho e da produção, além da perda no espaço mercadológico e competitividade com outros mercados, destaca Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados).

Em entrevista ao Record News Rural desta quarta-feira (25), ele ressalta que os impactos foram sentidos com mais intensidade pelos piscicultores, uma vez que cerca de 65% das exportações brasileiras eram para os Estados Unidos.
“Então isso criou uma dificuldade muito grande, alguns contratos a gente perdeu, outros contratos foram mantidos, mas o produtor foi muito sacrificado. Ele deixou de investir na ampliação das suas indústrias, ele deixou de investir na ampliação da própria produção. Isso foi muito ruim. A gente deixou de exportar mais de US$ 200 milhões [cerca de R$ 1 bilhão] de pescados no ano de 25. A gente espera recuperar alguma coisa disso esse ano”, comenta Lobo.
Com uma grande zona marítima e espaço para a produção, o presidente da Abipesca ressalta o potencial do país e destaca o plano do setor de investimentos para aumentar o número de exportações e ampliar os mercados. Com a expansão, em 2025, para países como Austrália, Coreia do Sul, China e Emirados Árabes, ele destaca a importância desses parceiros junto aos EUA nas negociações.
“Na dificuldade a gente se reinventa. E agora a gente tem uma pulverização nesses países. [...] A gente vai equilibrar uma parte da nossa produção para os Estados Unidos e uma parte para esses novos clientes, que nos deram sustentação em 2025, e criar uma amplitude maior mercadológica para que a gente possa produzir com segurança, para que a gente não fique numa dependência maior”, aposta Lobo.
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Além da expansão externa, o presidente aponta a importância do aumento do consumo interno, tanto para os produtores quanto para a população, uma vez que ele destaca os benefícios do consumo da proteína à saúde.
Ele menciona a meta de aumentar o consumo per capita da população para 15 kg e, posteriormente, 20 kg, para atingir níveis de outros países que registram bons resultados na saúde da população.
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