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Brasil muda fiscalização da soja para exportação à China após atrasos

Ministério da Agricultura agora passa a realizar auditoria em apenas 10% dos embarques

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Agricultura do Brasil alterou a fiscalização das exportações de soja para a China.
  • A nova abordagem envolve auditorias em apenas 10% dos embarques para evitar atrasos.
  • 80% das exportações brasileiras de soja têm como destino a China, que depende dessa mercadoria.
  • Problemas geopolíticos também afetam a relação comercial entre Brasil e China.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) do Brasil revisou os métodos de fiscalização das cargas de soja destinadas à exportação para a China. A mudança ocorre após relatos de que o rigor excessivo nas inspeções estava causando atrasos nos embarques.

Em entrevista ao Record News Rural desta quarta-feira (18), o pesquisador Felippe Serigatti, do FGV Agro, explicou que a decisão inicial pretendia responder às reclamações chinesas sobre irregularidades nos carregamentos brasileiros.


Relação comercial entre Brasil e China é essencial no mercado de soja Reprodução/Record News

“O Ministério da Agricultura assumiu essa inspeção com uma postura mais rigorosa. No entanto, essa postura mais rigorosa, essa centralização no processo de inspeção, acabou criando um gargalo na parte logística, num embarque dessas mercadorias para exportação para a China. Isso acabou naturalmente criando atrasos”, explica.

Segundo Serigatti, a partir de agora as inspeções devem voltar a ser realizadas por empresas contratadas pelas tradings responsáveis pela exportação. Mas o Ministério manterá uma auditoria em 10% dos embarques para garantir qualidade e evitar problemas futuros com os compradores chineses.


Além disso, a relação comercial entre Brasil e China é essencial no mercado de soja, pois cerca de 80% das exportações brasileiras do grão têm como destino o país asiático. Embora haja alternativas como os Estados Unidos para suprir parte da demanda, nenhum outro fornecedor consegue atender completamente as necessidades do país sozinho.

“A China depende da soja originada aqui no Brasil. [...] Assim como o Brasil, que também sozinho não tem como atender toda a demanda chinesa, mas, tendo ali outros ofertantes, outros vendedores de soja, naturalmente a China tenta arbitrar com condições mais favoráveis de um lado para o outro”, argumenta.


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O especialista também explica que questões geopolíticas influenciam esse cenário comercial. Recentemente houve oscilações no preço da soja na Bolsa de Chicago devido ao esfriamento nas expectativas sobre um encontro entre líderes dos Estados Unidos e China.

“Assim como esses protocolos sanitários estão dentro de um contexto maior, que é uma negociação comercial, as negociações comerciais, sim, são utilizadas como instrumento de um contexto maior, que é justamente a geopolítica”, diz.

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