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Exportação recorde de carne bovina gera problema interno com pequenos produtores

Política chinesa de compras da commodity provoca competição desleal com os grandes pecuaristas nas negociações

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil atinge recorde na exportação de carne bovina, com abates aumentando 13% no último trimestre de 2025.
  • China é o principal consumidor, com vendas em janeiro alcançando US$ 650 milhões.
  • Produtores menores enfrentam desafios devido à competição desigual com grandes empresas, preocupando-se com perdas.
  • Governo estuda medidas como cotas internas, com cautela para evitar instabilidades econômicas como as da Argentina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Brasil continua atingindo recordes com a exportação de carne bovina, com um aumento de 13% dos abates no quarto trimestre de 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A China continua como o principal destino da proteína, com vendas, em janeiro, na casa dos US$ 650 milhões (cerca de R$ 3,36 bilhões em conversão direta).


Apesar do bom resultado, com a técnica do mercado chinês de quem fechar o negócio primeiro fica com as vendas, produtores de menor porte se preocupam em perder espaço e registrar prejuízos devido à competição desequilibrada com gigantes do setor.

Diversos bois pretos e marrons estão em uma área cercada com um boiadeiro montado em um cavalo próximo
Exportações auxiliaram no aumento dos abates em 13% no quarto trimestre de 2025 Reprodução/Record News

Com isso em mente e para evitar pressões internas, o governo brasileiro estuda formas de governança no setor, visando estabelecer cotas internas e rateios entre os pecuaristas de todos os portes.


Para Daniel Vargas, professor da Escola de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), a medida precisa ser tomada com cautela para evitar interferências extremas do governo no controle da economia.

Sem um direcionamento correto, ele alerta que o país poderia sofrer com cenários de instabilidade como os vistos na Argentina ao se interferir em excesso.


O professor ainda pontua que, enquanto não há mudanças, a atual política chinesa pode trazer benefícios à população brasileira em um primeiro momento, com mais carnes permanecendo no mercado nacional. Com uma oferta maior, a diminuição nos preços alivia o bolso do consumidor, mas pesa no lado do produtor e em toda a cadeia relacionada.

“Uma parte disso vai entrar aqui em casa, o preço da carne no supermercado tende a cair. Para o consumidor, pode ser bom, o preço da carne tende a cair, mas, para os produtores rurais lá na fazenda, comprime a margem. Como eles são grandes empregadores e estão alocados em praticamente todo o território nacional, a gente pode ver uma espécie de sentimento de perda, de crise, se espalhando no interior”, finaliza Vargas em entrevista ao Agro Record News deste sábado (21).

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