Preço da carne bovina deve cair para o consumidor brasileiro, mas produtor enfrenta desafios
Especialista analisa as mudanças no setor a partir das novas cotas de importação estabelecidas pela China
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O Brasil registrou um aumento nas exportações de carne bovina em janeiro deste ano, com a China se mantendo como o principal destino e movimentando mais de US$ 650 milhões. O abate de gado no país cresceu mais de 13% no último trimestre do ano passado e gerou uma receita superior a US$ 1 bilhão neste início de ano.
Porém, a China estabeleceu no início de 2026 cotas de importação. No caso do Brasil, uma tarifa de 55% será aplicada quando o país exportar mais de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina.
Ao Record News Rural desta segunda-feira (16), Daniel Vargas, professor da FGV Direito Rio e da Escola de Economia da FGV em São Paulo, explica que enquanto os consumidores se beneficiam com uma possível queda nos preços, essa situação não é tão favorável para toda a economia.
“A China, ao estabelecer uma cota, cria uma corrida. Quem chegar primeiro ocupa o espaço, o outro vai pagar mais caro. Então a tendência é que todos eles queiram se acelerar para não ser prejudicado [...]. Os grandes ocupam o espaço, o pequeno fica fora, quem chega primeiro leva tudo, o outro não leva”, pontua o especialista.
A proposta seria criar uma governança interna entre os exportadores brasileiros para equilibrar o mercado sem prejudicar pequenos produtores ou causar efeitos colaterais indesejados na economia nacional. No entanto, Vargas alerta que intervenções estatais nesse tipo de comércio nem sempre resultam positivamente.
“Quando o Estado entra para controlar o comércio, a experiência não costuma ser das melhores, só ver o que aconteceu na Argentina no ano passado. É sempre importante lembrar, de tudo que a gente produz de carne, 70% é para o consumo interno. Então esse problema chinês e seus impactos diz respeito a esses 30%, que não é nem de longe relevante e muito importante para nós”, explica.
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