"Meu filho não anda com marginal", diz pai de torcedor do Bahia morto após clássico em Salvador
Homem disse que pediu ao filho para não ir ao jogo na Arena Fonte Nova
Bahia|Do R7, com Record TV Itapoan

O pai de Carlos Henrique Santos de Jesus, 17 anos, torcedor do Bahia morto após o BAVI no domingo (9), na avenida Vasco da Gama, em Salvador, afirmou que tinha pedido ao filho para não ir ao jogo. O homem chegou ao local do crime, pouco depois da morte do adolescente e se desesperou ao ver o filho morto.
— Como aconteceu isso com meu filho? O que foi que aconteceu, meu Deus?! Não é possível! Eu sou um pai exemplar, todos eles sabem isso aí, eu sou um pai exemplar para o meu filho, não deixo faltar nada para o meu filho. O que é isso, meu Deus. Meu filho não é isso não, meu filho não anda com marginal. Eu só tenho ele, vai completar 18 anos agora dia 13. Eu avisei a ele: "não vá pra esse jogo, não vá pra esse jogo", olha o que aconteceu.
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Carlos Henrique morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo em um posto de combustíveis. Ele chegou a ser atendido por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu aos ferimentos.
Outro homem também foi atingido durante o ataque e socorrido para o HGE (Hospital Geral do Estado).
Um homem suspeito de envolvimento na morte de Carlos Henrique foi preso nesta segunda-feira (10). O estudante de direito Pietro Henrique Caribé se apresentou à polícia acompanhado do advogado. Ele foi conduzido para o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), onde deveria ser apresentado à imprensa. Contudo, o advogado do suspeito não permitiu a apresentação.
O estudante de direito já tinha sido detido acusado de agredir outro torcedor tricolor.
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De acordo com a Polícia Civil, a vítima que sobreviveu ao ataque afirmou que Pietro tinha envolvimento no crime. O reconhecimento ocorreu depois que a polícia mostrou as fotos de possíveis suspeitos do crime.
Mais cinco pessoas estão envolvidas no ataque aos torcedores do Bahia, ainda segundo a polícia. Imagens do circuito interno do posto de gasolina onde ocorreu o crime já estão sendo analisadas no DHPP, onde testemunhas também estão sendo ouvidas. A arma utilizada no crime está sendo procurada.














