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Advogados de réus do Banco Rural consideram penas exageradas

Samarane e Salgado tiveram penas fixadas nesta quarta

Brasil|Da Agência Brasil

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Advogados dos dois réus ligados ao Banco Rural que tiveram a pena fixada nesta quarta-feira (14) na Ação Penal 470, o processo do mensalão, divulgaram nota em que criticam o exagero nas condenações de seus clientes, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane.

Eles eram vice-presidente e diretor do banco na época dos fatos.

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Salgado foi condenado a mais de 16 anos de prisão por quatro crimes. São eles, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas.

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O advogado do réu, Márcio Thomaz Bastos, critica a decisão “excessiva” por entender que seu cliente não autorizou os empréstimos citados no processo e não participou das operações consideradas como evasão de divisas. O advogado afirma que vai recorrer da decisão, mas que ainda espera a discussão de questões importantes em plenário para a redução da pena.

Para Bastos, o crime de evasão de divisas deve ser considerado de forma única, pois todas as operações se destinavam ao pagamento do publicitário Duda Mendonça.

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Ele também defende que três dos quatro crimes — exceto formação de quadrilha — sejam considerados como um só, na modalidade de continuidade delitiva.

Nesse caso, só a pena mais grave é considerada e é acrescida de até dois terços.

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A defesa de Samarane, que foi condenado a quase nove anos de prisão por gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas, alega que a pena é “desproporcional e não foi adequadamente individualizada”.

Assim como Thomaz Bastos, o advogado Maurício de Oliveira Campos Junior argumenta que seu cliente não participou dos fatos pelos quais foi condenado e levanta a possibilidade de que os crimes sejam reconsiderados como continuidade delitiva ao final do julgamento.

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