Aníbal acusa Cardozo de "forjar" relatório sobre cartel
Aníbal reassumiu cargo de deputado por um dia apenas para interpelar ministro no Congresso
Brasil|Do R7

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, disse nesta segunda-feira (23) que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, participou de uma operação para "forjar" relatório encaminhado à Polícia Federal apontando o envolvimento de tucanos no escândalo do cartel do Metrô de São Paulo.
— É delinquência o que fizeram contra nós, uma coisa de aloprados.
Cardozo entrou recentemente com processo por injúria contra Aníbal, que o chamou de "vigarista, acobertador de falsários e sonso" após vazamento de investigação da Polícia Federal sobre o cartel de trens e Metrô em governos do PSDB.
— Mantenho tudo o que disse e acrescento: o ministro da Justiça deveria ter compostura. Não tenho temor de processo. Tenho pena dele.
Aníbal chamou o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer — autor da denúncia sobre fraude e cobrança de propina — de "desqualificado" e "bandido". Sugeriu, ainda, que Rheinheimer foi instruído pelo PT.
— Não vou descansar enquanto não puser esse desqualificado na cadeia. Ninguém consegue encontrar esse bandido. Só o PT.
O inquérito do caso Siemens está agora no Supremo Tribunal Federal. O jornal O Estado de S. Paulo revelou que, em depoimento sigiloso prestado à Justiça de São Paulo, o ex-diretor da Siemens citou Aníbal e outros secretários de Alckmin, como Edson Aparecido (PSDB), chefe da Casa Civil; Rodrigo Garcia (DEM), titular de Desenvolvimento Econômico, e os deputados Arnaldo Jardim (PPS-SP) e Campos Machado (PTB) como destinatários da propina do cartel. Todos negam as acusações.
— Isso tudo saiu do território da política, da disputa entre PSDB e PT, e foi para o da delinquência.
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Cardozo preferiu não responder ao secretário.
— Não vou discutir em nível tão baixo. Minha resposta será sempre promover processo criminal contra aqueles que me injuriarem.















