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Antes criticado, "ativismo do sofá" pode ter mesma eficácia que movimentos de rua, diz analista

Mobilizações virtuais reuniram mais de 2 milhões de assinaturas contra Renan Calheiros e Feliciano

Brasil|Do R7

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A internet se tornou um espaço cada vez mais utilizado para mobilização pelas mais diferentes reivindicações da sociedade. Os dois fatos políticos mais polêmicos do ano — as eleições de Renan Calheiros (PMDB-AL) para a presidência do Senado e de Marco Feliciano (PSC-SP) para chefiar a CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara — ganharam repercussão nas ruas e mobilizaram milhões de internautas, o chamado “ativismo de sofá”.

Um abaixo-assinado virtual pelo impeachment do senador reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas e quase 500 mil aprovaram uma única petição pela saída de Feliciano da CDHM. Além disso, as redes sociais são inundadas diariamente por manifestações a favor ou contra o deputado.


A mobilização social via internet já foi criticada pelo pequeno esforço que exige dos manifestantes. Mas, para o cientista político Humberto Dantas, a atitude pode ter o mesmo impacto que o agito de bandeiras nas passeatas pelas ruas.

— O que existe é uma nova forma das manifestações acontecerem, cada vez mais pautadas por instrumentos digitais. Eu não acho que seja menos relevante que os movimentos de rua. O maior movimento de rua que o Brasil conseguiu, que foram as Diretas Já, não conseguiu o êxito desejado naquele instante. Será que é tão mais importante ir pra rua?


Apesar de protestos, PSC decide manter Feliciano na Comissão

Para Daniela Tanaka, diretora de campanha da change.org no Brasil, uma das maiores organizações que promovem abaixo-assinados virtuais, o recurso “é o primeiro passo para o engajamento político”. Apesar do sucesso dos protestos virtuais, ela descarta o fim dos movimentos de rua por causa do ativismo de rede.

— O protesto pela internet é o primeiro degrau de uma participação política, é uma apresentação para o ativismo. Eu nunca vi pessoas que fossem ativistas e deixassem de participar [de manifestações] para ficar em casa na frente do computador. O que acontece é o contrário.

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