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Após reunião com Dilma, Mercadante reforça fala de Lula e nega revisão no ajuste fiscal

Ministro disse que governo está empenhado com medida de austeridade

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Mercadante: governo tem 'absoluta prioridade' com ajuste fiscal
Mercadante: governo tem 'absoluta prioridade' com ajuste fiscal

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (24) que o governo não vai rever as medidas de ajuste fiscal adotadas desde o começo do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. A fala foi feita após reunião com a presidente.

Mercadante também negou a informação de que Dilma teria avisado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT que estaria disposta a promover mudanças nas medidas provisórias 664 e 665, que restringem a concessão de benefícios trabalhistas.


— O governo tem absoluta prioridade e total compromisso com o ajuste fiscal. Não procede as informações de que seja em relação ao presidente Lula ou ao partido dos trabalhadores que o governo esteja flexibilizando o ajuste.

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Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo desta terça-feira informa que Dilma teria comunicado ao PT e ao ex-presidente Lula sobre as mudanças nas propostas que vão ao Congresso. Em nota, Lula negou que tenha tratado do assunto com a presidente.

Mercadante voltou a defender o corte de gastos e disse que o ajuste é "essencial" para a retomada do crescimento econômico do País. O ministro também comentou a decisão da agência de classificação de risco Standart e Poor’s de manter o grau de investimento do Brasil.


— Manteve o grau de investimento exatamente reconhecendo o esforço do País, do governo, na questão do ajuste fiscal.

Contingenciamento


Mercadante também revelou que haverá contingenciamento após a sanção do orçamento e que o assunto foi tratado em uma reunião na manhã desta terça entre a presidente e 11 ministros. Dilma cobrou de sua equipe um plano de redução de gastos para cada pasta. De acordo com Mercadante, programas prioritários serão mantidos.

— Cada ministro e cada ministra deve apresentar as suas prioridades, fazer mais com menos, estabelecer aquilo que é essencial às entregas importantes que estão em andamento de cada pasta ministerial e prever quais são os projetos estruturantes, projetos essenciais de tal forma que o contingenciamento não prejudique o essencial, o fundamental de cada um dos ministérios do governo.

Com isso, o governo vai estabelecer qual será a margem de gastos para cada uma das pastas. Outras reuniões deverão ser marcadas individualmente com os mandatários de cada ministério. No entanto, Mercadante não adiantou de quanto será o contingenciamento.

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