Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Associação estima que 90% dos juízes federais aderiram à paralisação

Ao menos 5.000 acordos deixarão de ser selados, diz entidade

Brasil|Do R7

  • Google News

Cerca de 90% dos juízes do Trabalho e Federais não trabalham em todo o País desde a manhã desta quarta-feira (7). A paralisação, que o objetivo de chamar atenção à desvalorização da carreira, deve durar até esta quinta-feira (8). A estimativa da adesão é do presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Juízes da Justiça do Trabalho), Renato Santana. Segundo ele, o número de adesões varia entre as regiões.

— Há cerca de 1.300 varas do Trabalho no Brasil, que realizam aproximadamente 15 mil audiências por dia. Dessas reuniões, ao menos 5.000 acordos são selados diariamente e é este o número de decisões que deixarão de ser tomadas durante cada dia de paralisação.


Todas as audiências marcadas para esta quarta-feira e para a quinta-feira foram canceladas, exceto aquelas consideradas — pelos próprios juízes dos casos — de urgência. Para a categoria, a população sofre um impacto simbólico, uma vez que todas as audiências canceladas foram remarcadas.

Justiça confirma paralisação, mas descarta impacto para população


Leia mais notícias de Brasil

Segundo a Anamatra e a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), a categoria teve perda salarial de 28,86% desde a implantação da parcela única, em 2005. Neste intervalo de tempo, apenas um reajuste salarial, de 9%, foi aprovado.


Ainda nesta quarta-feira, os presidentes das associações devem se reunir com as lideranças do Congresso - presidência do Senado, da Câmara e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além da paralisação nacional, os juízes também se negaram a participar da Semana Nacional de Conciliação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mutirão anual promovido por tribunais de todos os ramos da Justiça brasileira. O objetivo do evento é desafogar o número de processos com audiências marcadas incentivando as negociações entre as partes envolvidas. Os magistrados da União, de acordo com a Anamatra, apoiam a prática da conciliação.


Assembleia

A greve foi decidida em assembleias que aconteceram de forma simultânea nos Estados ao longo das últimas semanas, explica Santana. A última reunião, entre as categorias de base da Anamatra, aconteceu em 26 de outubro. Segundo o presidente da associação, os juízes federais, filiados à Ajufe, definiram a greve antes, há cerca de 30 dias.

— A ideia não é causar um prejuízo para a população, mas sim chamar a atenção para os trabalhadores que estão com perda de 30% no poder de compra. A desvalorização é muito alta.

As associações Ajufe e Anamatra dizem estar abertas ao diálogo institucional, na busca por uma solução que reponha as perdas inflacionárias destes últimos sete anos, desde a implantação da parcela única em 2005. Segundo Santana, esta negativa é uma resposta interna, dentro do Poder Judiciário, para mostrar que os juízes estão descontentes com o impasse salarial.

O conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e coordenador do movimento gestor pela conciliação, José Roberto Neves Amorim, diz que foram tomadas medidas para diminuir o impacto à população.

— O evento está confirmado e já tomamos medidas para que o desfalque no número de juízes federais e do trabalho não atrapalhe o atendimento ao público.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.