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Autor de proposta de redução da maioridade penal vai recorrer no Senado

O projeto que propõe idade mínima de 16 anos para crimes hediondos foi derrubado na CCJ

Brasil|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

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Proposta "merece a apreciação do conjunto da Casa", diz Aloysio
Proposta "merece a apreciação do conjunto da Casa", diz Aloysio

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) vai recorrer ao plenário do Senado para que os colegas apreciem o projeto que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

A proposta foi rejeitada nesta quarta-feira (19) por 11 votos a 8 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Para Aloysio Nunes, o tema merece ser analisado pelo plenário.


— Muitos senadores manifestaram o desejo de continuar debatendo o tema. É uma matéria de tal importância que merece a apreciação do conjunto da Casa, e não apenas dos membros da CCJ. Por isso, vou recorrer ao plenário. A decisão foi apertada com diferença muito estreita, então o plenário vai ser ouvido.

Para que o recurso vá para o plenário da Casa, o autor da proposta precisa da assinatura de nove senadores. Com o recurso aceito, o projeto será apreciado pelo plenário com o parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça.


Comissão do Senado rejeita proposta de redução da maioridade penal

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que votou contra o texto de Aloysio, celebrou a rejeição da proposta.


— Tivemos uma conquista civilizatória. Espero que hoje o Estado brasileiro aprenda que tem que cumprir a lei. Nós temos uma das leis mais avançadas de todo mundo, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente. O que tem que existir é que o Estado tem que cumprir essa lei.

Proposta


A proposta rejeitada prevê que a redução da maioridade penal deve cumprir alguns requisitos. Ela deve ser proposta exclusivamente pelo Ministério Público e decidida apenas por juiz responsável por questões da infância e adolescência.

O menor infrator também deverá passar por uma avaliação médica para atestar se tem ou não consciência do crime praticado. Segundo o parlamentar, a redução só será aplicada para crimes hediondos, como homicídio e estupro.

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