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Barbosa defende combate à inflação e continuação do ajuste fiscal em sua primeira declaração na Fazenda

Ele tomou posse nesta segunda-feira no lugar de Joaquim Levy

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Barbosa reconheceu que a economia enfrentou dificuldades neste ano, mas que muito se avançou em termos de políticas econômicas
Barbosa reconheceu que a economia enfrentou dificuldades neste ano, mas que muito se avançou em termos de políticas econômicas

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou nesta segunda-feira (21) que o controle da inflação é prioridade do governo. Barbosa deixou o comando do Ministério do Planejamento e tomou posse como ministro da Fazenda nesta segunda em substituição a Joaquim Levy.

Ele defendeu que o Banco Central continue tendo autonomia para administrar a taxa básica de juros – Selic – para tentar reduzir a inflação ao centro da meta estabelecida pelo governo. De acordo com o ministro, a redução da inflação deve ser vista como uma “política social”, uma vez que atinge os mais pobres.


— O controle da inflação é condição indispensável para a estabilidade econômica e para a retomada do crescimento. Mais importante, o controle da inflação é crucial para preservar o poder de compra das camadas mais pobres da nossa sociedade.

O novo mandatário também disse que o governo continuará o ajuste fiscal e que o controle das contas públicas deve se tornar rotina. Barbosa reconheceu que a economia enfrentou dificuldades neste ano, mas que muito se avançou em termos de políticas econômicas.


Ele ressaltou as mudanças nas regras dos direitos trabalhistas propostas pelo governo e aprovadas pelo Congresso Nacional. Barbosa também disse que as medidas de redução de gastos e recuperação de receitas resultaram em um ajuste de R$ 134 bilhões.

— Apesar de nosso esforço fiscal não ter sido suficiente para atingir as metas fiscais inicialmente propostas para 2015, porque houve uma frustração da expectativa da receita, é importante reconhecer que muito foi feito.


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Barbosa também mandou um recado para o mercado financeiro. Ele falou que os investidores nacionais e internacionais podem continuar confiando no Brasil apesar das turbulências econômicas e políticas dos últimos meses.

— Vocês podem ter certeza que trabalharei incansavelmente no Ministério da Fazenda para transformar nosso potencial desenvolvimento em oportunidades concretas de negócioos e de investimentos para empresas e de emprego e melhoria de vida para a população.

Um dos principais desafios de Barbosa é convencer o mercado financeiro que o governo continuará o ajuste fiscal proposto por Levy. O mercado reagiu mal ao anúncio da troca no comando da pasta e o dólar chegou a ultrapassar os R$ 4 nesta segunda-feira. 

O ministro também deixou claro que uma das prioridades será a recriação da CPMF e a renovação da DRU (Desvinculação de Receitas da União). As duas medidas precisam passar pelo Congresso Nacional e são vistar como necessárias para que o governo opere as contas no azul. 

— Precisamos aprovar as medidas em tramitação no Congresso, sobretudo as propostas de emenda constitucional da CPMF e da DRU, que nos possibilitarão melhorar a situação fiscal do País nesse momento de transição e travessia para um novo ciclo de desenvolvimento.

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