Brasil Bolsonaro promete combate à corrupção e à criminalidade 

Bolsonaro promete combate à corrupção e à criminalidade 

Em seu primeiro discurso como presidente, Bolsonaro ressaltou que vai “restaurar e reerguer nossa Pátria” com união entre a sociedade e os poderes

Em primeiro discurso como presidente, Bolsonaro diz que

Bolsonaro tomou posse na tarde desta terça

Bolsonaro tomou posse na tarde desta terça

Walterson Rosa/Folhapress

No primeiro discurso como presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta segunda-feira (1º) que vai combater à corrupção e à criminalidade. Ele também convocou as autoridades para mudar o Brasil.

"Trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com seu destino e torne a grande nação que todos queremos", enfatizou Bolsonaro, já oficializado como novo presidente.

Bolsonaro assinou o termo de posse na tarde desta terça-feira (1º) no Congresso. No discurso, ele convocou os congressistas para "restaurar e reerguer nossa Pátria, libertando do jugo da corrupção e da submissão ideológica".

"A irresponsabilidade nos conduziu a maior crise ética, moral e econômica da nossa história. Hoje começamos um trabalho árduo para escrever um novo capítulo no qual o Brasil será visto como uma grande nação", destacou.

Ele ainda ressaltou que "revigorar a democracia" será uma de suas prioridades. "Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático."

O presidente ainda disse que vai valorizar a família, respeitar todas as religiões e combater a ideologia de gênero. “Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, destacou.

Mais uma vez, Bolsonaro agradeceu a Deus e aos médicos por ter sobrevivido ao atentado durante a campanha no ano passado. “Nada aconteceria sem o esforço e engajamento dos brasileiros que tomaram as ruas”, disse ele ao mencionar a facada que levou na cidade de Juiz de Fora (MG).

Bolsonaro ainda afirmou que "nada aconteceria sem o esforço e engajamento dos brasileiros", que, segundo ele, "tomaram às ruas" em manifestações de apoio a eleição dele.

Ao comentar sobre a composição ministerial, Bolsonaro ressaltou que montou uma equipe "de forma técnica, sem o tradicional viés político" e garantiu que trabalhará para a aprovação de textos que reestabeleçam o crescimento econômico, sem que haja déficit nas contas públicas. "Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade", afirmou.

Sobre a recuperação da atividade econômica, ele prometeu que "todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia". "Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil", analisou.

Posse de armas

O novo presidente também utilizou o discurso de posse para defender a liberação da posse de armas aos brasileiros, uma das principais bandeiras de sua campanha eleitoral. "O cidadão e bens merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005", disse.

Antes de assumir, Bolsonaro afirmou que pretende garantir a posse de armas de fogo por decreto. Segundo ele, a intenção é garantir o direito para "o cidadão sem antecedentes criminais".

O decreto deve ser editado no início do mandato, segundo o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP). "Porte não vai aumentar a criminalidade, pelo contrário. Tenho convicção que criminalidade será reduzida”, disse ele ao chegar para a posse de Bolsonaro.