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Brasil tem 685 detentas grávidas ou amamentando

CNJ vistoriou 24 presídios em 16 estados e no DF até o final de fevereiro. Objetivo é verificar o tratamento de mulheres e crianças encarceradas    

Brasil|Thais Skodowski, do R7

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CNJ aponta 685 detentas gestantes ou lactantes
CNJ aponta 685 detentas gestantes ou lactantes

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) informou que 420 grávidas e 265 lactantes estão presas em penitenciárias brasileiras. O levantamento é do final de fevereiro de 2018. O conselho não especificou quantas dessas são condenadas ou estão em prisão preventiva. 

As informações do Cadastro Nacional de Presas Grávidas ou Lactantes começaram a ser divulgadas pelo CNJ em janeiro e serão monitoradas de forma permanente para que o Poder Judiciário possa identificar estas mulheres e verificar o tratamento que elas recebem nos presídios.

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Umas das preocupações do CNJ é o tratamento oferecido a essas presas. Nos 24 estabelecimentos penais vistoriados entre janeiro e fevereiro, em 16 estados e no Distrito Federal, o conselho percebeu realidades contrastantes.

Há presídios com boa estrutura física e bons equipamentos de saúde, mas que não oferecem tratamento adequado. No entanto, há presídios antigos que necessitam de reformas, mas que as mulheres são bem assistidas.

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As visitas vão continuar até que os presídios femininos de todos os estados sejam vistoriados.

Crianças presas

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A situação dos bebês e crianças encarceradas também é preocupante. Na inspeção, o CNJ verificou que em vários presídios, os filhos das presas não são acompanhados pela Vara da Infância e da Juventude.

Prisão domiciliar

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No dia 20 de fevereiro desse ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu, por 4 votos a 1, habeas corpus coletivo a todas as mulheres e adolescentes presas preventivamente que tenham filhos até 12 anos.

O direito para que grávidas e mães de filhos pequenos cumpram a prisão preventiva em casa já é garantido pela legislação brasileira, mas é largamente desrespeitado pelo sistema judicial do País.

Saiba mais: ONU elogia medida que libera mães grávidas para prisão domiciliar

Mais de 10 mil mães

De acordo com o Coletivo de Advogados em Direitos Humanos, que impetrou o HC no STF, a estimativa é que dentre as 42 mil mulheres presas atualmente no país, cerca de 14 mil se enquadre na categoria de gestantes ou mães de crianças pequenas.

Já para o Ibccrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), no entanto, que realizou uma contagem junto a todos os Estados brasileiros, por meio da Lei de Acesso à Informação, contabiliza 4.560 detentas provisórias nessas condições, o que corresponde a 10% da população carcerária feminina. O levantamento foi feito com apoio do ITTC (Instituto Trabalho, Terra e Cidadania) e a Pastoral Carcerária.

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