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“Brasília continua morando num Brasil bem diferente”, critica Campos

Governador de Pernambuco eleva o tom das críticas ao governo por tragédia no Espírito Santo

Brasil|Do R7

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"Em Brasília, ainda é regra esperar o pior acontecer", diz Campos
"Em Brasília, ainda é regra esperar o pior acontecer", diz Campos

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos passou 2013 medindo suas críticas ao governo federal. Enquanto dizia que a eleição de 2014 só deveria ser discutida no próximo ano, o governador de Pernambuco balanceava brandas condenações sobre a política econômica do governo a elogios quanto ao sucesso de programas sociais da gestão do PT. Com a aproximação de 2014, a posição de opositor de Campos vai ficando mais definida.

Neste domingo, o governador publicou em seu perfil no Facebook uma dura crítica à condução do governo federal sobre as chuvas que assolam o Espírito Santo neste fim de ano.


— Olha, eu sempre digo que não adianta colocar uma tranca na porta da sala depois que o ladrão já assaltou a casa. E este é um dos maiores problemas da velha política do Brasil: os problemas só existem quando ocorrem. Não há a menor estratégia para tentar evitá-los ou reduzir seu impacto antes que eles aconteçam.

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Na mensagem, o presidente nacional do PSB diz que “não é segredo para ninguém que as mudanças climáticas que o mundo vem passando têm causando cada vez mais tragédias” e destaca que, em Pernambuco, “tomamos diversas ações para minimizar os danos causados pela chuva”, como a construção de cinco barragens em quatro anos.


— Infelizmente, em Brasília ainda é regra esperar o pior acontecer para tomar alguma medida. Tempos atrás, o ex-Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, do PSB, entregou à Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, uma MP facilitando o acesso dos recursos às regiões atingidas pela chuva.

Segundo Campos, “isto aconteceu em março de 2012”. O governador destacar que “a MP foi publicada somente agora, depois de passar quase dois anos parada em Brasília”.


— Foi preciso que uma tragédia se abatesse sobre o Espírito Santo para que finalmente o processo avançasse. Ou seja, o governo não encontrou uma solução rapidamente; a solução estava na mesa, esperando para ser lida há dois anos. Este é o tipo de ineficiência administrativa que o brasileiro se cansou de ver, e que mostra que Brasília continua morando num Brasil bem diferente daquele que viu o povo ir às ruas no meio do ano.

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Em outra mensagem recente, Campos diz que “não adianta simplesmente criar um programa e achar que o problema está resolvido”.

— Você precisa estabelecer metas, acompanhar de perto, fiscalizar, fazer ajustes. Administrar não é apenas reunir ideias, mas sim executá-las com eficiência, para que atinjam o máximo de seu potencial com o menor custo.

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