Brasil Câmara inclui grávidas e lactantes no grupo prioritário de vacinação

Câmara inclui grávidas e lactantes no grupo prioritário de vacinação

Crianças e adolescentes com deficiência permanente ou com comorbidades também foram incluídos. Texto segue para sanção

  • Brasil | Do R7

Ricardo Moraes / Reuters

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (8), projeto de lei que determina que mulheres gestantes, lactantes e puérperas, bem como crianças e adolescentes com deficiência permanente ou com comorbidades, sejam incluídos no grupo prioritário para vacinação contra a covid-19. O relatório, elaborado pela deputada Luísa Canziani (PTB-PR), foi aprovado de forma simbólica pelo plenário da Casa. O texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

A relatora, deputada Luísa Canziani: 'Vestimos a camisa'

A relatora, deputada Luísa Canziani: 'Vestimos a camisa'

Divulgação

Luísa Canziani contou com forte apoio do Movimento Lactantes pela Vacina, que atuaram junto à parlamentar na busca de apoios para a proposta.  Um pequeno grupo de mulheres esteve no plenário acompanhando a votação. “Preciso aqui expressar meu agradecimento. Hoje, a Câmara dos Deputados, literalmente, vestiu a camisa das nossas mães, das nossas crianças, do nosso bem maior que é a vida”, disse a deputada, ao agradecer os apoios que teve em torno da aprovação da matéria.

De origem do Senado, o projeto foi elaborado pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN). Em seu relatório, Luísa manteve o texto original, o que proporcionou uma maior agilidade da tramitação da matéria. Durante os últimos dias, a deputada fez uma intensa mobilização junto aos líderes partidários em busca de votos para o projeto. A mobilização em defesa das gestantes e lactantes recebeu apoio de diferentes partidos.

Fatores de risco

Desde o início da pandemia, o número de mulheres gestantes e puérperas, as evidências científicas e os dados epidemiológicos têm mostrado que a gestação e o puerpério podem ser fatores de risco para desfechos desfavoráveis da covid-19, culminando com o maior risco de hospitalização, partos prematuros e óbito de mulheres.

Dados do Conselho Nacional de Saúde (CNS) apontam que, em 2020, foram registrados 544 óbitos de gestantes e puérperas, com uma média semanal de 12,1 mortes. Este número mais que triplicou neste ano. A média de mortes entre gestantes e puérperas passou para 47,9 e até o dia 21 de maio. Só até maio, foram 911 mortes neste público específico, mostram o boletim do Observatório da Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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