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Caso Ágatha: policiais depõem e entregam armas nesta segunda (23)

Agentes serão ouvidos às 11 horas, na Delegacia de Homicídios (DH) da capital fluminense. Também deve ser feita reprodução simulada do crime

Brasil|Do R7

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Manifestantes protestaram durante o fim de semana contra morte de Ágatha
Manifestantes protestaram durante o fim de semana contra morte de Ágatha

Os policiais militares envolvidos na ação que terminou com a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, no Rio de Janeiro, prestarão depoimento nesta segunda-feira (23).

Os agentes serão ouvidos às 11 horas, na Delegacia de Homicídios (DH) da capital fluminense.


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Além da oitiva, eles entregarão as armas usadas durante a ação policial para auxiliar na investigação.


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Um projétil foi retirado da vítima ainda no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, durante seu atendimento.

E fragmentos de projétil foram removidos de seu corpo, com a ajuda de um scanner, no IML (Instituto Médico Legal).


Ambos os materiais foram encaminhados para exame pericial no Instituto de Criminalística Carlos Éboli e serão utilizados para fazer a comparação balística.

Ágatha foi ferida com um tiro nas costas na noite de sexta-feira, quando estava dentro de uma kombi com o avô, na comunidade Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.


Polícia deve fazer reprodução simulada do crime

A Polícia Civil já ouviu parentes da menina, o motorista da kombi em que ela estava e outras testemunhas.

Também foi realizada perícia no veículo. Ao longo da semana, os investigadores devem fazer uma reprodução simulada do crime.

A Corregedoria da Polícia Militar abriu um processo de investigação sobre a atuação dos policiais envolvidos no episódio.

Em nota, o governo do Rio diz que lamenta "profundamente" a morte da menina e que houve queda 21% no número de homicídios dolosos nos primeiros meses do ano.

Caso Ágatha foi denunciado à ONU

A morte de Ágatha Félix causou comoção e revolta nacional.

Movimentos sociais de favelas do Rio de Janeiro e a organização não governamental Justiça Global denunciaram o governador Wilson Witzel e o Estado Brasileiro ao Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para Direitos Humanos.

A denúncia afirma que a "morte de Ágatha é consequência direta da política de abate imposta pelo governador às favelas do Rio".

Assinam o pedido os movimentos Papo Reto, Fórum Grita Baixada, Instituto Raízes em Movimento, Fórum Social de Manguinhos, Mães de Manguinhos, Movimento Moleque, Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência e Arquitetxs Faveladxs.

MP diz estar atento à política de segurança pública do RJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) vai acompanhar as investigações conduzidas pela Polícia Civil para identificar as circunstâncias da morte de Agatha, e do policial Leonardo Oliveira dos Santos, morto no interior de uma viatura em Niterói. 

A instituição disse, em nota, que está atenta à política pública de segurança que vem sendo adotada no Estado.

No texto em que lamenta as mortes, o MPRJ lembra que tem o dever constitucional de exercer o controle externo da atividade policial.

"O uso inapropriado ou extralegal da força letal pela polícia, quando desmedido e frequente, além de afetar a legitimidade da instituição policial, configura um problema público que deve ser debatido de forma ampla."

Manifestantes pediram fim à violência no fim de semana

Moradores e ativistas fizeram uma série de protestos no fim de semana contra a morte de Ágatha. 

Os participantes pediam o fim da violência policial no conjunto de favelas em que a menina foi atingida.

A concentração de manifestantes começou 13h, em frente à Unidade de Pronto Atendimento de Itararé. Depois, os participantes seguiram juntos para o enterro da menina.

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