Brasil Cirurgia contém hemorragia, mas estado de Bolsonaro ainda é grave

Cirurgia contém hemorragia, mas estado de Bolsonaro ainda é grave

Candidato do PSL fazia campanha no centro da cidade mineira quando foi atingido, segundo a polícia. Agressor foi preso pela Polícia Federal

Cirurgia contém hemorragia, mas estado de Bolsonaro ainda é grave

Cirurgia durou pouco mais de duas horas

Cirurgia durou pouco mais de duas horas

Reprodução

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, esfaqueado na tarde desta quinta-feira (6) em Juiz de Fora (MG), passou por cirurgia de cerca de duas horas na Santa Casa da cidade mineira. A operação estancou hemorragia interna causada por perfuração. Seu estado de saúde é grave, mas sua condição foi estabilizada.

Bolsonaro sofreu perfurações no intestino grosso e delgado, o que provocou o sangramento interno. A lesão e a hemorragia foram controladas durante a cirurgia. 

O candidato do PSL passou por uma "laparotomia exploratória", procedimento que abre o abdômen para investigar possíveis lesões internas, segundo apurou o R7 com membro da equipe médica que participou do atendimento ao candidato. Foram descartadas lesões em outros órgãos.

A cirurgia foi encerrada pouco antes das 19h, e o candidato do PSL foi transferido para a ala de pós-operatório, de cuidados semi-intensivos. Seu estado de saúde é estável, mas considerado grave.

Familiares e membros da campanha de Bolsonaro solicitaram a transferência do candidato para hospitais mais capacitados, em São Paulo ou no Rio de Janeiro. A Santa Casa de Juiz Fora, no entanto, não confirma a transferência. Uma coletiva de imprensa está marcada para as 20h30.

Na única nota oficial divulgada à imprensa até o momento, o hospital informou que Bolsonaro deu entrada por volta das 15h40 "com uma lesão por material perfurocortante na região do abdômen". A nota diz ainda que "ele foi atendido na urgência, passou por um exame de ultrassonografia e agora está no Centro Cirúrgico".

O ataque

Bolsonaro estava sendo carregado por apoiadores pela rua Halfeld, no centro de Juiz de Fora, quando foi atingido por uma faca, que aparentemente estava escondida sob um pano.

Veja imagens do momento exato da agressão:

VÍDEOS MOSTRAM ATAQUE A BOLSONARO E RESGATE EM JUIZ DE FORA

O candidato foi retirado do local por apoiadores e levado por agentes da Polícia Federal, que faziam sua escolta, para a Santa Casa de Juiz de Fora.

Os apoiadores de Bolsonaro imobilizaram e agrediram o suspeito, mas agentes de segurança o capturaram em seguida.

O agressor foi preso pela Polícia Federal e conduzido para a sede da PF no município. A PF abriu inquérito para investigar o caso. Ele foi identificado como Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, natural da cidade de Montes Claros, no norte de Minas Gerais.

Seu advogado, Pedro Oliveira dos Santos, disse em entrevista ao R7 que Adélio sempre lhe pareceu "um homem normal, calmo". Em seu perfil no Facebook, há dezenas de mensagens políticas, com críticas a candidatos da esquerda e também da direita, como Bolsonaro.

Inicialmente, a Polícia Militar de Minas Gerais informou que o candidato não havia sido perfurado durante o ataque, mas a perfuração foi confirmada pela unidade de saúde.

Flávio Bolsonaro, um dos filhos do presidenciável, declarou também logo após a agressão que seu pai sofreu uma estocada "superficial" e que "passa bem".

Em seguida, ele divulgou que a agressão foi mais grave do que se imaginava, atingindo fígado, pulmão e alça do intestino.

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