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Comissão criada por Alckmin questiona governo federal sobre caso Siemens

Entidades da sociedade civil acompanham investigações sobre cartel em licitações do Metrô

Brasil|Do R7

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Criado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), o Grupo Externo de Acompanhamento do Caso Siemens, comissão formada por 12 entidades da sociedade civil para acompanhar as investigações sobre a formação de cartel em licitações do Metrô, expandiu sua atuação e enviou questionamentos formais ao governo federal, Banco Mundial e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

O principal objetivo do grupo nesse momento é mapear em todas as instâncias quais os procedimentos de rotina para acompanhar o mercado internacional, formar preços de referência e evitar a formação de cartel. O advogado Vicente Bognoli, representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na comissão fala sobre controle.

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— O BID financia projetos que estão sendo investigados. Precisamos saber qual controle ele faz. Também queremos saber qual é o procedimento padrão do governo federal para evitar cartel.

O governo estadual também foi acionado por meio do grupo, que é coordenado pela Corregedoria Geral da Administração. A CPTM e o Metrô já enviaram documentos sobre seus métodos de controle anticartel, mas ainda não foram avaliados.

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Paulo Itacarambi, do Instituto Ethos, diz que quer aprender com este caso para evitar que se repita no futuro. 

— Uma das questões que precisam ser analisadas é como são formados os preços de referência. Em uma das licitações houve recurso do Banco Mundial. Então a pergunta vale para eles. Esses mecanismos existem? Se existem, falharam? Queremos aproveitar esse caso para criar uma aprendizagem e prevenir no futuro.

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O documento do Grupo Externo sugere, ainda, que o BID e o Banco Mundial publiquem informações relativas a concorrências no setor metroferroviário realizadas com seus recursos no período dos eventos abrangidos pelo Acordo de Leniência em todo o mundo. A ideia é averiguar os participantes, preços ofertados e vencedores.

Ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) também foram enviados, em nota, alguns questionamentos.

— O Cade de alguma forma está analisando se o suposto cartel poderia ter dimensão internacional? Nesse sentido, o Cade está em contato com autoridades de defesa da concorrência de outros países?

Siemens na mira

A Corregedoria Geral informou ao grupo de entidades na última reunião que a multinacional Siemens é a única das 16 empresas mencionadas no Acordo de Leniência que não está colaborando com a investigação.

— De todas as empresas até o momento chamadas a prestar esclarecimento apenas a Siemens negou-se a cooperar.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o corregedor do Estado, Gustavo Ungaro, revelou que o governador estuda criar um departamento permanente na máquina estatal para detectar potenciais cartéis.

— Seria uma espécie de observatório de licitações para evitar a ação cartelizada e evitar que o estado seja vítima do conluio de empresas privadas. Seria um grupo da própria administração formado por profissionais de várias áreas e que ficaria atento às licitações futuras.

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