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Comissão da Câmara começa a debater hoje denúncia contra Temer

CCJ deve votar caso na quinta-feira, mas palavra final é do plenário da Casa

Brasil|Juliana Moraes, do R7

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Análise de denúncia contra Temer começa nesta terça
Análise de denúncia contra Temer começa nesta terça

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), marcou para 10h desta terça-feira (17) o início da discussão da denúncia contra Michel Temer (PMDB) e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco

O peemedebista foi denunciado pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pelos crimes de obstrução de justiça, por meio de pagamentos indevidos ao doleiro Lúcio Funaro em troca de seu silêncio, e organização criminosa, em que houve "ações ilícitas em troca de propina".


Temer seria, segundo Janot, "líder da organização criminosa desde maio de 2016".

A votação do parecer na comissão, por sua vez, deverá acontecer somente na quarta (18) ou na quinta-feira (19), dependendo do tempo de demora das discussões dos deputados.


Na última terça-feira (10), o relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) apresentou o parecer sobre a peça, em que recomenda a rejeição do prosseguimento da denúncia. Segundo o deputado, a acusação do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot baseia as acusações em delações “sem credibilidade” e, por isso, não deve ter prosseguimento.

Trâmites


Pacheco informou que seguirá os ritos adotados na apreciação da primeira denúncia contra Temer, em que cada membro da comissão tem direito a 15 minutos de fala.

Também serão destinados 10 minutos para não membros da CCJ, com grupos de até 20 pessoas contra e a favor do prosseguimento da denúncia. Por fim, os advogados dos três denunciados têm 20 minutos para pronunciamento.


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Independentemente do resultado da votação na CCJ, o parecer será encaminhado para discussão e votação em plenário da Câmara.

A previsão é de que a peça esteja no prenário da Casa na próxima terça-feira (24) ou quarta-feira (25).

Cabe à Câmara autorizar o STF (Supremo Tribunal Federal) a processar o presidente da República e os ministros. Na CCJ, os deputados votam o parecer sobre o caso.

O STF não poderá analisar a questão antes do parecer da Câmara. De acordo com a Constituição, a denúncia poderá ser analisada somente depois da aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de parlamentares que compõem a Casa.

Desentendimento

Às vésperas da votação da denúncia na CCJ da Câmara, o site da Casa divulgou vídeos do depoimento de Lúcio Funaro para a PGR (Procuradoria-Geral da República), realizado em agosto deste ano.

Na delação, o doleiro cita Michel Temer e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba. A divulgação do depoimento provocou rusgas entre Temer e Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.

Neste sábado (14), a defesa de Temer fez duras críticas à divulgação do material, que estava no site da Câmara. Em nota, o advogado Eduardo Carnelós declarou que o vazamento é "criminoso" e que foi produzido por quem pretende “insistir na criação de grave crise política no país”. Carnelós ainda afirmou que as declarações de Funaro são “vazias” e “sem fundamento”.

Maia, por sua vez, se sentiu ofendido e respondeu às críticas de Carnelós e o chamou de “incompetente”, uma vez que os vídeos não tinham sido vazados. O presidente da Câmara ainda respondeu que o Supremo não pediu sigilo sobre as delações de Funaro.

Depois da resposta de Maia, o advogado de Temer pediu desculpa pela confusão. “Quando divulguei nota ontem, referindo-me a vazamento que qualifiquei como criminoso, desconhecia que os vídeos com os depoimentos de Funaro estavam disponíveis na página da Câmara dos Deputados [...] não poderia supor que os vídeos tivessem sido tornados públicos. Somente fiquei sabendo disso por meio de matéria televisiva levada ao ar ontem”.

Nesta segunda-feira (16), após os desentendimentos, Temer enviou uma carta aos parlamentares em que aponta uma “conspiração” para derrubá-lo do cargo e se diz vítima de “uma campanha implacável com ataques torpes e mentirosos”.

Os vídeos da delação de Funaro foram divulgados no site da Câmara em 22 de setembro. O material foi enviado pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo, uma semana depois de a procuradoria-geral da República apresentar a denúncia.

Confira na galeria abaixo quem é quem na denúncia de Janot contra Temer:

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