Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

"Congresso precisa assumir os riscos de votar e realizar suas sessões”, diz Luiz Fux

Ministro quer mais informações antes de decidir sobre anulação da sessão que derrubou vetos 

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Ministro Fux quer mais dados para definir se anula sessão do Congresso ontem
Ministro Fux quer mais dados para definir se anula sessão do Congresso ontem

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux declarou, nesta quinta-feira (7), que quer mais informações do Congresso antes de decidir se concede o mandado de segurança que anula a sessão, encerrada na madrugada de hoje, que derrubou os vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei que altera a distribuição dos royalties do petróleo.

Parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo entraram com o pedido no Supremo, alegando que a sessão do Congresso descumpriu normas do regimento e, por isso, deve ser anulada. No entanto, o ministro Fux deixou claro que o Congresso tem “a vida própria dele” e precisar assumir os riscos de realizar suas sessões.


— Ao pedir informações eu tenho mais tranquilidade de avaliar os argumentos, porque as partes trazem suas razões com uma certa paixão. Por outro lado, o Congresso tem que assumir os riscos de votar e realizar suas sessões como ele entender cabível. O Congresso vota por sua conta e risco.

Congresso derruba vetos à lei que mudam distribuição de royalties


Leia mais notícias de Brasil e Política

Temer afirma que queda dos vetos cria "problema jurídico"


Somente depois de receber detalhes sobre os procedimentos realizados na sessão que derrubou os vetos é que o ministro Fux vai decidir se anula ou não a votação.

Prioridade


A anulação da sessão é somente uma das tentativas dos Estados produtores de petróleo de garantir o repasse integral dos recursos, sem perder a fatia que, pela lei, deve ser dividida de forma igualitária entre todas as unidades da Federação.

Os governos do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo também vão entrar com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), alegando que os artigos vetados pela presidente Dilma, mas liberados pelo Congresso, não respeitam a Constituição.

Como o processo está com o ministro Fux, é ele quem também vai relatar o caso. Fux admite que, se a questão prejudicar a governabilidade, será tratada como prioridade.

— Uma das funções do Supremo também é garantir a governabilidade, nós temos essa obrigação. Então, se efetivamente isso tiver alguma influência no pacto federativo que possa acarretar uma desorganização institucional de alguns Estados, a própria lei que regula as ações diretas de inconstitucionalidade prevê um rito mais célere.

O ministro lembra ainda que, assim que as Adin’s chegarem ao Supremo, os artigos liberados com a derrubada dos vetos podem ser suspensos novamente, por força de liminar.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.