Conselho Nacional do Ministério Público decide dar continuidade à investigação contra Demóstenes Torres
Colegiado negou novamente os recursos apresentados pelo ex-senador
Brasil|Do R7

O plenário do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) negou, nesta quarta-feira (13), os recursos apresentados pelo senador cassado Demóstenes Torres, no processo que corre contra ele no colegiado. Além disso, o Plenário determinou o imediato envio do processo à Secretaria Geral para distribuição a um conselheiro, que será o relator do processo administrativo disciplinar contra Demóstenes.
O ex-senador, que é procurador de Justiça em Goiás, está sendo investigado devido ao seu suposto envolvimento com o bicheiro Carlos Cachoeira, revelado pela Operação Monte Carlo, da PF (Polícia Federal).
Demóstenes Torres está afastado das atividades de procurador desde outubro do ano passado, quando a Corregedoria do MP-GO (Ministério Público de Goiás) determinou que ele ficasse longe das funções até que fosse concluído o processo que investiga sua conduta.
No entanto, o processo estava parado, justamente porque Demóstenes apresentou recursos contra a decisão. Ao negar os embargos, o CNMP também prorrogou por mais 60 dias o afastamento de Demóstenes Torres da função de procurador de Justiça.
Mesmo assim, ele continua recebendo o salário de R$ 25.753 todos os meses.
Caráter protelatório
Essa não é a primeira vez que Demóstenes Torres apresenta recursos. Ele já teve os embargos negados uma vez e agora, de acordo com o CNMP, o ex-senador alega que houve omissão do conselho ao não fundamentar a negativa para que seu o advogado fizesse sustentação oral no julgamento dos embargos.
No entanto, o corregedor nacional, Jeferson Coelho, entendeu que os recursos têm caráter “meramente protelatório”. Durante seu voto, o corregedor afirmou que o senador cassado apresentou os embargos somente para atrapalhar o andamento do processo.
— Nesse contexto, 'os embargos dos embargos' apenas contribuem para morosidade e ineficácia, sem trazer efetivos benefícios ao procedimento disciplinar.
No julgamento dos embargos, os conselheiros Fabiano Silveira e Tito Amaral se declararam suspeitos. Todos os outros conselheiros seguiram o voto do corregedor.















