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Corregedoria lança novo cadastro de adoção e acolhimento de crianças

No Brasil, há 44,2 mil pretendentes cadastrados e 9 mil crianças e adolescentes disponíveis para adoção; sistema deve facilitar o processo

Brasil|Thais Skodowski, do R7

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CNJ lança novo Cadastro Nacional de Adoção
CNJ lança novo Cadastro Nacional de Adoção

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) lançou uma nova versão do CNA (Cadastro Nacional de Adoção). A plataforma, que será implementada gradativamente em todas a varas do país, vai facilitar a adoção de nove mil crianças que aguardam por uma família em instituições de acolhimento. O lançamento ocorreu na segunda-feira (20).

O novo Sistema Integrado do Cadastro Nacional de Adoção e Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas tem como base o modelo criado pelo TJES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo) e já está presente em 79 comarcas (São Paulo, Paraná, Bahia e Rondônia). A expectativa é que até o fim do primeiro semestre de 2019, todas as varas já tenham pleno funcionando do novo cadastro.

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De acordo com o corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, o cadastro vai permitir extrair o número da real situação da criança no Brasil e, assim, colaborar com a formulação de políticas públicas.

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Criança é prioridade

A nova versão do CNA tem como objetivo colocar a criança como sujeito principal do processo, permitindo a busca de uma família para ela, e não o contrário. O sistema integra informações do cadastro nacional de crianças acolhidas e tem um mecanismo de busca de dados aproximados do perfil escolhido pelos pretendentes. Ele também emite alertas em caso de demora ao cumprimento de prazos processuais.

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Atualmente, 47 mil crianças vivem em instituições de acolhimento em todos os estados. Destas, nove mil estão disponíveis para adoção. Já o número de pretendentes cadastrados é de 44,2 mil.

Com o cadastro, a comunicação entre as varas de infância de todo o país ficou mais ágil, facilitando as adoções interestaduais. Antigamente tudo era realizado por uma busca manual.

A juíza auxiliar da Corregedoria Sandra Silvestre Torres, que preside o Grupo de Trabalho criado para o aperfeiçoamento do CNA, esclarece, no entanto, que o cadastro não interfere no processo de destituição familiar. Sandra explica que o cadastro acelera o processo daquelas crianças e adolescentes que já estão aptos para adoção.

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