Cunha diz que Câmara ficará paralisada até o STF decidir rito do impeachment
Presidente só irá se posicionar sobre suspensão do recesso após julgamento na quarta-feira (16)
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quarta-feira (9) que a Casa não deve votar nenhuma matéria até que o STF (Supremo Tribunal Federal) decida como será o processo de impeachment contra o mandato da presidente Dilma Rousseff. O julgamento do Supremo está marcado para a próxima quarta-feira (16).
Segundo Cunha, os próprios partidos resolveram paralisar os trabalhos na Câmara. No entanto, o parlamentar disse que se houver quórum no plenário ele presidirá as sessões normalmente.
— Não sou eu que vou paralisar a Casa esperando a decisão do Supremo. É os partidos que não querem. A Casa não quer. A Casa acha que essa questão é relevante e que precisa cumprir essa etapa. Se o Supremo entendeu que vai ter uma interferência nesse processo vamos aguardar o resultado da interferência para a gente ver o caminho que a Casa vai tomar.
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Em outubro, parlamentares da base do governo entraram com ações no STF questionando o rito estipulado por Cunha sobre o andamento do processo de impeachment. A lei que estipula as regras é de 1950.
Na sessão de terça-feira (8), duas chapas disputaram as 65 vagas da comissão especial que analisará o pedido de impeachment formulado pelo jurista e fundador do PT Hélio Bicudo. A sessão foi marcada por bate-bocas entre parlamentares, empurrões e xingamentos.
No entanto, o ministro do STF Luiz Edson Fachin acolheu uma ação protocolado pelo PCdoB pedindo a anulação da votação. O partido argumentou que a votação não poderia ser secreta e que a chapa alternativa formada por parlamentares que não foram indicados pelos líderes partidários seria ilegal.















