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Cunha fica de costas enquanto líder do PSDB lê nota pedindo seu afastamento

Partido disse que defesa apresentada pelo presidente da Câmara não foi convincente

Brasil|Do Estadão Conteúdo, com R7

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Tucanos dizem que as explicações de Cunha sobre suas contas na Suíça são insuficientes diante da "contundência das denúncias"
Tucanos dizem que as explicações de Cunha sobre suas contas na Suíça são insuficientes diante da "contundência das denúncias"

Ignorado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o líder do PSDB Carlos Sampaio (SP) leu na tarde desta quarta-feira (11) a nota da bancada onde pede, de forma tímida, o afastamento do peemedebista do comando da Casa.

Enquanto Sampaio lia a nota, Cunha se manteve boa parte do tempo de costas, conversando com o líder do PSD, Rogério Rosso (DF).


Na nota assinada pela bancada, os tucanos dizem que as explicações de Cunha sobre suas contas na Suíça são insuficientes diante da "contundência das denúncias e documentos" já conhecidos. Só no penúltimo parágrafo do texto o partido reitera "de forma ainda mas veemente" posição da nota de outubro, onde a oposição pediu o afastamento de Cunha.

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"Em nenhuma hipótese, a bancada do PSDB irá transigir com a ética exigida dos membros desta Casa, ainda que defenda uma causa nobre, como é o impeachment da presidente Dilma Rousseff", finaliza a nota.

Ao final da leitura, Sampaio reforçou que a defesa prévia de Cunha não convenceu os tucanos e cobrou que o peemedebista apresente as provas documentais ao Conselho de Ética.


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O líder ainda apelou para que Cunha dê início ao processo de afastamento de Dilma, disse que o caso do peemedebista já estava em andamento na Casa e que o impeachment sequer fora iniciado. Para o tucano, o presidente da Câmara já tem todos os elementos técnicos e jurídicos para começar o processo contra Dilma.


Essa não é a primeira vez que o presidente da Cãmara ignora um colega durante uma sessão plenária. Em outubro, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) pediu explicações sobre as contas que Eduardo Cunha mantinha na Suíça e foi ignorado pelo deputado.

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