Deputados contra e pró-impeachment se envolvem em confusão no Salão Verde
Parlamentares começaram a marchar ao plenário com palavras de ordem ao mesmo tempo
Brasil|Do R7, com Agência Brasil e Agência Estado

Deputados governistas e de oposição se enfrentaram no Salão Verde da Câmara pouco antes do início da sessão que votará a admissibilidade do processo de impeachment. A confusão começou pouco antes das 14h, quando um grupo de deputados de governistas se reuniu e decidiu entrar junto no plenário, gritando "democracia". Enquanto isso, outro grupo, formado por deputados da oposição, se reuniu do outro lado do Salão Verde, com gritos de "Fora Dilma".
Ambos começaram a marchar ao plenário entoando palavras de ordem no mesmo momento e, quando os dois grupos se encontraram, Orlando Silva (PCdoB-SP), vice- líder do governo, e Domingos Sávio (PSDB-MG), começaram uma discussão exaltada com troca de acusações. "Se aqui chegarmos às vias de fatos, como vamos pedir que a população faça uma manifestação pacífica?", disse Silva. "Eles é que começaram a provocação", rebateu Sávio.
Antes mesmo de entrarem no plenário da Câmara dos Deputados, parlamentares favoráveis e contrários à admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff se enfrentaram e bateram boca.
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Minutos antes das 14h, quando pontualmente começou a sessão, um grupo de parlamentares contra o impedimento entrou no Salão Verde em direção ao plenário da Casa aos gritos de “democracia" e "não vai ter golpe”. Os deputados pró-Dilma também seguravam cartazes em favor da presidenta.
Diante das atenções que o ato despertou no Salão Verde, a oposição contra-atacou de mãos dadas aos gritos de impeachment e cantando “ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora, o dia já vem raiando, meu bem a Dilma já vai embora”.
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Domingos Sávio (PSDB-MG) acusou os contrários ao impedimento de iniciarem o tumulto: “Estávamos parados e eles vieram nos pressionando. Eles querem provocar, mas nós vamos ganhar no voto”. Já o deputado Orlando Silva (PCdoB–SP) defendeu os colegas e negou a provocação.
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O início da sessão teve tumulto também quando alguns deputados não conseguiram subir atrás da mesa da presidência da Câmara para erguer cartazes a favor ou contra o impeachment. Depois que uma faixa escrito “Fora Cunha” foi aberta atrás da mesa do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) proibiu qualquer tipo de faixa no plenário.
Neste momento o relator, deputado Jovarir Arantes (PTB-GO), que deu parecer favorável ao impeachment está com a palavra.















