Dilma aproveita semana para oxigenar governo e se defender de impeachment
Troca na Fazenda e entrega de estações na Bahia foram palcos de discursos fortes da presidente
Brasil|Do R7

Em seus dois últimos discursos realizados nesta semana, a presidente Dilma Rousseff aproveitou para oxigenar o governo e para se defender do pedido de impeachment.
Na última terça-feira (21), a presidente voltou do Paraguai para empossar Nelson Barbosa como o novo ministro da Fazenda. Em seu pronunciamento ela disse que a troca de ministros "não altera os objetivos do governo".
— A mudança na equipe econômica não altera nossos objetivos de curto prazo que são reestabelecer o equilíbrio fiscal, reduzir a inflação, eliminar a incerteza e retomar com urgência o crescimento.
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O ex-ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União) Valdir Simão também tomou posse na ocasião como ministro do Planejamento.
Barbosa está substituindo Joaquim Levy, que comandou a pasta por pouco mais de um ano. Um dos fatores apontados para a saída de Levy foi o desentendimento sobre a mudança da meta fiscal para 2016.
Já na quarta-feira (22), Dilma inaugurou um trecho e uma estação do metrô de Salvador (BA) e aproveitou o momento para se defender do pedido de impeachment e atacar Eduardo Cunha.
— Eu sequer fui julgada. Portanto, o que está acontecendo é um processo que tem duas características. A primeira, muito grave, porque afeta a vida da população, é a tese do quanto pior melhor. [...] A segunda questão é muito clara: não vivemos num regime parlamentar. [...] No presidencialismo, [...] uma pessoa concorre à eleição de presidente. Eu por acaso ganhei 54 milhões de votos. Daí, porque a Constituição prevê as formas pelas quais um presidente pode ser retirado do poder. Não gostar de um presidente [...] ou perder eleições sistematicamente não são alegações previstas na Constituição.
A presidente discursou pouco menos de uma semana depois do STF (Supremo Tribunal Federal) ter julgado que o parecer final do impeachment cabe ao Senado e que a Cãmara tem apenas o poder de "autorizar" a abertura do processo.
Ou seja, Dilma não será afastada caso o impeachment passe pela Câmara: o afastamento só acontecerá se o Senado der prosseguimento ao pedido.















