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Dilma classifica panelaço contra o PT como 'normal' e defende 'manifestação livre das pessoas'

Presidente disse não ser possível "fazer análises políticas em cima de climas emocionais"

Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Presidente aproveitou para dizer que espera "por parte dos parlamentares a sensibilidade necessária para que se vote o ajuste"
Presidente aproveitou para dizer que espera "por parte dos parlamentares a sensibilidade necessária para que se vote o ajuste"

Nesta quarta-feira (6), a presidente Dilma Rousseff classificou o panelaço da última terça-feira (5) contra o PT (Partido dos Trabalhadores), em diversas capitais brasileiras, como “normal” porque “nós construímos a democracia”. O protesto foi feito durante programa partidário petista na televisão.

Depois de participar de solenidade no Planalto de lançamento do plano nacional de defesa agropecuária, Dilma disse que entendia o panelaço da mesma forma como vê qualquer manifestação.

— Eu já disse várias vezes para vocês que [manifestação] é normal no Brasil. Em alguns outros países manifestações assumindo a forma de 'panelaço' ou qualquer outra forma, não são consideradas normais. No Brasil, elas são normais, porque nós construímos a democracia. Então respeitar a manifestação livre das pessoas é algo que nós conquistamos a duras penas.

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Ao falar sobre a sua ausência no programa partidário do PT, Dilma disse que "nem sempre" participa dos programas exibidos na televisão.

Ajuste Fiscal

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Em meio às cobranças do PMDB quanto ao posicionamento do PT em relação à aprovação do ajuste fiscal, Dilma explicou que não é possível "fazer análises políticas em cima de climas emocionais momentâneos".

Depois de uma série de articulações políticas para garantir apoio às medidas provisórias que alteram benefícios trabalhistas e previdenciários, Dilma disse ter certeza que haverá por parte dos parlamentares a "sensibilidade" para a votação do ajuste fiscal.

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Nessa terça-feira (5), o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), afirmou que não votará a MP 665 "até que o PT nos explique o que quer e, se for o caso, que feche questão para votação das matérias do ajuste fiscal". Dilma, porém, disse ser “impossível o País achar que ele vive, de um dia para o outro, grandes transformações”.

— Então vamos aguardar para ver como é que transcorre essa votação do ajuste, vamos nos manter tranquilos, porque tenho certeza que haverá por parte dos parlamentares a sensibilidade necessária para que se vote o ajuste, principalmente porque eu tenho consciência e, além disso, eu tenho a crença que os parlamentares trabalham a favor do Brasil.

A presidente emendou dizendo que “nós [governo e parlamentares] podemos divergir, nós podemos muitas vezes ter posições diferentes”. No entanto, ponderou ter “uma convicção”.

— Em que se pese as divergências, diferenças, acho que há uma consciência básica em todos nós, brasileiros. Nós trabalhamos a favor do Brasil. Eu vou repetir pra vocês, acho [que] a gente não pode fazer análises políticas sobre questões relevantes como é o caso do ajuste em cima de climas emocionais momentâneos, não pode.

Redes sociais

A presidente também comentou a estratégia de usar as redes sociais para divulgar três vídeos por ocasião do Dia do Trabalho — pela primeira vez desde que assumiu a Presidência da República, Dilma não apareceu em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão por conta da data.

De acordo com a presidente, o governo optou por um veículo "forte e novo", que é a internet.

— Nós vamos ter pronunciamentos também na mídia tradicional, televisão, rádio.

Mais cedo, durante café da manhã com jornalistas, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, reiterou que a presidente deverá intensificar o uso de redes sociais, mas negou que essa estratégia seja uma forma de blindá-la de eventuais "panelaços".

— O local que ela [Dilma] mais se expõe são as redes sociais, a rede não tem filtro, não tem mediação, tem anonimato. O lugar que ela mais se expõe é nas redes sociais. Essa [o uso da internet] é a tendência da comunicação.

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