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Discussão de marco da internet é adiada e pauta da Câmara continua trancada

Colégio de líderes queria iniciar debate, mas PMDB sugeriu retirada de pauta

Brasil|Do R7, com Agência Câmara

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Alessandro Molon passou duas horas na tribuna na semana passada
Alessandro Molon passou duas horas na tribuna na semana passada

A discussão do projeto que cria o Marco Civil da Internet, uma espécie de constituição do espaço cibernético, foi novamente adiada nesta quarta-feira (19). O texto, que tem urgência constitucional, está trancando a pauta da Câmara dos Deputados desde outubro do ano passado.

Apesar do acordo, firmado na reunião de líderes na terça-feira (18), de iniciar a discussão da proposta para tentar votar o texto na semana que vem, não houve entendimento entre as lideranças. O PMDB liderou a obstrução e sugeriu a retirada do projeto da pauta.


A sessão foi encerrada sem que o impasse fosse resolvido. Para tentar chegar a um acordo, o vice-presidente da República, Michel Temer, entrou nas negociações.

Temer seu reuniu com o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e com o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), para discutir os entreves do projeto. 


No ano passado, a presidente Dilma Rousseff chegou a declarar que aprovar a regulamentação da internet era uma das prioridades de seu governo, principalmente depois das denúncias do esquema de espionagem orquestrado pelos Estados Unidos.

Impasse


Na semana passada, o relator do projeto do Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), leu, por quase duas horas, seu relatório na tribuna do plenário da Câmara.

A intenção era iniciar a discussão do texto. Nesta quarta, o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), sugeriu que Molon voltasse à tribuna para tirar dúvidas dos parlamentares.


No entanto, o PMDB, maior partido da base de apoio ao governo, obstruiu a sessão porque não concorda com alguns pontos do projeto.

Para a oposição, no entanto, essa é a estratégia do governo para manter textos que contariam o Planalto e aumentam as despesas da União na fila de espera. 

É o caso do projeto que cria um piso nacional para os agentes comunitários de saúde, por exemplo. O texto tem apoio dos deputados, mas não recebeu aval da presidente Dilma Rousseff.

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