Em nota, governo diz que espera equilíbrio de Cunha no comando da Câmara após rompimento
Planalto afirma que decisão dele é pessoal e não deve interferir na relação entre os Poderes
Brasil|Do R7

Em nota emitida pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o Palácio do Planalto afirmou que espera equilíbrio e comedimento nas ações daqui pra frente do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O deputado anunciou nesta sexta-feira (17) o rompimento político com o governo a quem acusa de tramar para incriminá-lo no âmbito das investigações da Operação Lava-Jato.
Segundo o comunicado Planalto, a posição de Cunha é pessoal e não deve contaminar as decisões e ações da Presidência da Câmara, que devem ser pautadas pela imparcialidade e de forma impessoal.
A nota ainda defende o governo das acusações de que esteja interferindo nas investigações para prejudicar o deputado e afirma que age com “total isenção”
O anúncio acontece um dia após a divulgação da delação premiada de Júlio Camargo à Justiça Federal em Curitiba (PR), em que o lobista afirma ter sido pressionado por Cunha para fazer um pagamento de US$ 5 milhões (cerca de R$ 16 milhões) ao deputado.
Leia abaixo, na íntegra, a nota do governo Dilma Rousseff sobre o anúncio de rompimento feito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha:
1) Desde o Governo do Presidente Lula e durante o Governo da Presidente Dilma Rousseff, o PMDB vem integrando as forças políticas que dão sustentação a esse projeto que vem transformando o País. Tanto o Vice-Presidente da República como os Ministros e parlamentares do PMDB tiveram e continuam tendo um papel importante no Governo.
2) O Presidente da Câmara anunciou uma posição de cunho estritamente pessoal. O Governo espera que esta posição não se reflita nas decisões e nas ações da Presidência da Câmara que devem ser pautados pela imparcialidade e pela impessoalidade. O Brasil tem uma institucionalidade forte. Os Poderes devem conviver com harmonia, na conformidade do que estabelecem os princípios do Estado de Direito. E neste momento em que importantes desafios devem ser enfrentados pelo País, os Poderes devem agir com comedimento, razoabilidade e equilíbrio na formulação das leis e das políticas públicas.
3) O Governo sempre teve e tem atuado com total isenção em relação às investigações realizadas pelas autoridades competentes, só intervindo quando há indícios de abuso ou desvio de poder praticados por agentes que atuam no campo das suas atribuições. A própria Receita Federal esclarece que integra a força-tarefa que participa das investigações da operação “Lava-Jato”, atuando no âmbito das suas competências legais, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal seguindo determinações dos órgãos responsáveis pelas investigações.
Secretaria de Comunicação da Presidência da República















