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Empresário da Mendes Júnior confirma pagamento de propina a doleiro

Sérgio Cunha Mendes disse que foi obrigado a pagar R$ 8 milhões a Alberto Youssef

Brasil|Do R7

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O empresário Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior, confirmou nesta terça-feira (18), em depoimento à PF (Polícia Federal), o pagamento de propina ao doleiro Alberto Youssef. A informação é do advogado da empresa Marcelo Leonardo. Nesta tarde, mais investigados ligados à empreiteira também prestaram depoimento na investigação da operação Lava Jato.

Segundo o advogado, Mendes relatou aos delegados da PF que foi obrigado a pagar propina de R$ 8 milhões ao doleiro Alberto Youssef.


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Segundo ele, Youssef exigiu o pagamento da quantia para que a Mendes Júnior recebesse os valores a que tinha direito em contratos de serviços licitamente prestados e para continuar participando das licitações da Petrobras. De acordo com a defesa, foram feitos quatro pagamentos seguidos, de julho a setembro de 2011.


A defesa de Youssef disse que não vai comentar o depoimento. A PF prossegue nesta terça-feira com a tomada de depoimentos dos 24 presos na operação. As oitivas começaram no último sábado (15), um dia após as prisões da sétima fase da operação Lava Jato.

Depoimentos


Nesta terça-feira (18), depõem executivos das empresas Queiroz Galvão e UTC. Os advogados dos empresários declararam que seus clientes irão contribuir com as investigações, que não irão ficar calados.

Ao todo, são 23 presos da operação Lava Jato na última semana presentes na carceragem da PF em Curitiba. Junto a eles, somam-se Alberto Youssef e outros dois presos por outros motivos. Até o final do dia, 17 presos que tiveram a prisão temporária decretada devem ser soltos.


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A PF pode pedir a prorrogação dessas prisões, desde que encontre algum motivo novo que fundamente esse pedido. Os agentes têm previsão de encerrar todos os depoimentos até o final da tarde de hoje, e o juiz responsável pelo caso, Sérgio Moro, não recebeu nenhum pedido de prorrogação das prisões até o momento.

Na lista dos detidos que podem ser soltos ainda hoje, constam os nomes de Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, Joao Ricardo Auler, presidente do conselho administrativo da Camargo Corrêa, Ildefonso Colares Filho, presidente da Queiroz Galvão, José Adelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS, e Valdir Lima Carreira, presidente da Iesa (confira a lista completa).

Os demais seis presos de maneira preventiva ficarão por mais tempo na carceragem.

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