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Envio da Força Nacional às usinas do Rio Madeira desagradam trabalhadores

Empresa e trabalhadores participam de audiência conciliatória no TRT

Brasil|Da Agência Brasil

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O envio da Força Nacional a Rondônia, para garantir a segurança nos canteiros de obras das usinas hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, foi mal recebida pelos trabalhadores das duas obras.

Na última terça-feira (2), cerca de 23 mil trabalhadores das duas usinas entraram em greve reivindicando reajuste salarial de 18%, aumento no auxílio-alimentação e plano de saúde.


O presidente da Conticom (Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira), Claudio da Silva Gomes, disse que "o emprego da Força Nacional neste momento pode acirrar os ânimos em meio a um clima de absoluta tranquilidade, disciplinado como poucas vezes se viu nessas obras".

— Em vez de contribuir, vai acabar causando um agravamento no ambiente das usinas.


Força Nacional atuará em Jirau e Santo Antônio

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Portaria do Ministério da Justiça publicada nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da União, autoriza o apoio da Força Nacional de Segurança Pública ao governo de Rondônia, para atuar nas obras das usinas localizadas no Rio Madeira, próximas à capital do estado, Porto Velho.

De acordo com a portaria, a Força Nacional terá como missão “garantir a incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública nos locais em que se desenvolvem as obras de infraestrutura das usinas”, em caráter “episódico e planejado”, pelo prazo de 180 dias, com a possibilidade de prorrogação. A operação será apoiada e supervisionada pelos órgãos de segurança pública do Estado.


Os trabalhadores pedem 18% de reajuste salarial, plano de saúde e aumento no auxílio alimentação, dos atuais R$ 270 para R$ 400.

— As empresas, no entanto, propuseram aumentar em 10% os salários até R$ 2.650 e, a partir daí, apenas 8%. Propuseram também aumentar a cesta básica para R$ 310. Em relação ao plano de saúde, disseram que não há possibilidade de negociar, e que esta é uma questão fechada.

Enquanto não há acordo, apenas serviços essenciais definidos a partir de uma lista apresentada pela empresa estão sendo executados. Nas área de produção e construção da usina, a paralisação, segundo a Conticom, abrange 100% dos trabalhadores.

— Os serviços essenciais funcionam normalmente apesar do efetivo reduzido e ninguém está sofrendo nenhum tipo de constrangimento por estarem exercendo essas funções.

Empresa e trabalhadores participam hoje, às 14h (15hs em Brasília), de uma audiência conciliatória no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

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