Brasil Expulso de Moçambique, Fuminho vem para o Brasil em avião da FAB

Expulso de Moçambique, Fuminho vem para o Brasil em avião da FAB

Um dos criminosos mais procurados do país responderá à Justiça no Brasil. A expulsão dele foi mantida em segredo por questões de segurança

  • Brasil | Do R7

Voo da FAB decolou de Moçambique, na África, nesta madrugada

Voo da FAB decolou de Moçambique, na África, nesta madrugada

Reprodução

Depois da expulsão de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, um dos criminosos mais procurados do Brasil, de Moçambique, na África, uma aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira) decolou da base aérea de Mavalane, em Maputo, com destino ao Brasil à 1h30 da manhã deste domingo (19).

A expulsão de Fuminho foi mantida em segredo por questões de segurança. Agora ele vai enfrentar a Justiça no Brasil.

"A Polícia Federal prendeu em Moçambique, nesta segunda (13), Gilberto Aparecido dos Santos, foragido há 21 anos. Conhecido como Fuminho,  o traficante é considerado um dos líderes do PCC e está na lista do Ministério da Justiça e Segurança Pública como um dos criminosos mais procurados do Brasil", dizia o comunicado no momento da prisão.

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De acordo com o documento assinado neste domingo pelo Ministério do Interior de Moçambique, a expulsão administrativa de Fuminho do território africano ocorreu por imigração ilegal. A decisão é de que ele não pode mais entrar no país por pelo menos 10 anos.

Segundo o ministro Amade Miquidade, "ao entrar ilegalmente no país, desrespeitou-se a Constituição e o Regime Jurídico do cidadão estrangeiro em Moçambique".

O documento ressalta ainda que Fuminho tinha um mandado internacional de captura emitido pelas autoridades policiais brasileiras, que foi notificado no sistema da Interpol.

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Prisão na África

No momento da prisão, Fuminho estava em um condomínio da capital moçambicana. O suspeito foi capturado por meio de uma ação conjunta da PF com o DEA (Órgão de Combate às Drogas, na tradução do inglês), do Departamento de Justiça dos EUA, e a polícia do país africano.

As investigações da PF apontam que Fuminho é o braço-direito de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que é considerado o chefe supremo do PCC. Ele estava foragido das autoridades brasileiras há 21 anos.  

Atualmente com 49 anos de idade, Gilberto Aparecido dos Santos já constituiu um advogado para defendê-lo das acusações de tráfico de drogas e homicídio, por exemplo.

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Fuminho foi denunciado à Justiça como o responsável por mandar matar Rogério Jeremias de Simone, Gegê do Mangue, e Fabiano Souza, o Paca, em fevereiro de 2018 em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza. Parte da cúpula do PCC, a dupla era suspeita de desviar dinheiro da organização criminosa.

Trajetória no crime

Fuminho é o responsável pelo fluxo de dinheiro e da logística necessária para o tráfico internacional de drogas na região da Bolívia e Paraguai. É uma espécie de sócio de Marcola.

A carreira no crime ganhou relevância quando escapou da Casa de Detenção, no Carandiru, em São Paulo, em janeiro de 1999. Desde então, era procurado pela polícia brasileira.

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Em abril de 2019, Fuminho teria dado o aval para membros da facção criminosa fazer o resgate de Marcola do Presídio Federal de Brasília. Dois aviões e um helicóptero, que seriam caracterizados como da Polícia Militar de São Paulo, seriam usados no plano.

O plano foi descoberto por agentes na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista, que flagraram anotações de membros do PCC.

Marcola saiu da P2 de Venceslau no começo de 2019 para ir à penitenciária federal de Porto Velho. Um mês depois, foi novamente transferido, desta vez para a federal de Brasília.

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