Federação dos agentes da PF critica postura de delegado da Carne Fraca: "Não tem a menor condição"
Por outro lado, presidente da Fenapef exalta "atuação irrepreensível" dos policiais federais
Brasil|Do R7

A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) emitiu um posicionamento nesta segunda-feira (20) sobre a postura dos agentes federais na Operação Carne Fraca. O presidente da entidade, Luís Bourdens, defendeu o que chamou de "atuação irrepreensível" dos policiais.
Mas criticou duramente o delegado federal Maurício Moscardi Grillo, que coordenou a operação contra a indústria da carne de sexta-feira (17).
Boudens explicou que os agentes federais que trabalham nas investigações não participam nem da divulgação nem da comunicação após o fim das operações — "prática, muitas vezes, com caráter somente midiático, que vem sendo adotada apenas pelos delegados federais".
— Maurício Moscardi, por exemplo, não tem a menor condição de ser apresentado como coordenador de qualquer operação. Seu tempo na PF por si só já justifica sua inexperiência para tratar de assuntos delicados como o eventual abalo econômico advindo de uma grande operação como a Carne Fraca.
O presidente da federação disse que, na intenção de proteger setores do mercado e do governo, há uma "orquestração para descredenciar as investigações de uma categoria que já provou merecer a confiança da sociedade".
Bourdens reforçou que a Carne Fraca é de suma importância, uma vez que as empresas e servidores públicos envolvidos negligenciaram de forma grave a saúde dos consumidores.
— A operação carne fraca reforça o compromisso dos federais com combate à corrupção no Brasil e com os interesses da sociedade. O trabalho técnico investigativo não deve ser maculado por eventual interpretação dissociada da verdade dos fatos.
















