Fux nega enfoque político no processo do mensalão
Ministro rebateu críticas feitas por José Dirceu em blog
Brasil|Do R7
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux rebateu nesta sexta-feira (9) a afirmação do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu de que a decisão de apreender os passaportes dos réus condenados no processo do mensalão "é puro populismo jurídico". Fux afirmou que "o julgamento tem sido técnico" e que "não há nenhum enfoque político no julgamento do processo". "Certamente vai haver recorribilidade", comentou, em evento organizado pela EAGU (Escola de Advocacia Geral do União) em São Paulo.
— A defesa tem sido exercida na plenitude até então.
Questionado sobre a possibilidade de o julgamento terminar antes da aposentadoria do atual presidente da corte, ministro Carlos Ayres Britto, Fux foi enfático.
— Eu já fui mais otimista.
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Ayres Brito deixará o STF no próximo dia 18. Quem assumirá a presidência da corte será o ministro relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, que tem sido criticado pelo estilo de liderar o julgamento e já teve desavenças com outros colegas no plenário.
Sobre a performance de Barbosa, Fux afirmou que o relator é um homem que "tem o seu estilo". E disse ainda que não há problema um ministro ser presidente do STF e relator de processo ao mesmo tempo.
Fux comentou ainda que, após a definição das penas, todos os ministros deverão passar "um pente fino" nas decisões com o intuito de evitar embargos e recursos.
— Temos o compromisso de fazer a revisão geral das penas fixadas e das premissas adotadas para não deixar que escape nenhuma brecha e deixar tudo bem claro.
O ministro do STF avaliou que o fato de o julgamento do mensalão ter ocorrido durante o período eleitoral foi uma "coincidência".
— O julgamento nem terminou ainda, então não se arrastou até as eleições.
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