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Governador do RJ diz que Cunha põe interesses particulares acima dos nacionais

Pezão, que também é membro do PMDB, afirma que o partido “está sempre rachado”

Brasil|Do R7

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Para Pezão,"fica difícil" Cunha se manter no cargo
Para Pezão,"fica difícil" Cunha se manter no cargo

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), criticou o colega de partido e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e disse que "fica difícil" mantê-lo no cargo. Cunha tem lançado mão de manobras para evitar o andamento dos trabalhos do Conselho de Ética que analisa um processo disciplinar contra ele.

— Ele fica colocando os interesses dele acima dos interesses do País. Um chefe de poder, e é um poder tão importante... estamos precisando discutir uma pauta de governabilidade, que não seja pautas bomba e nós estamos discutindo essas questões... Isso não soma.


Questionado se o presidente da Câmara tem condições de se manter no cargo, o governador disse que "fica ruim".

— Acho um desserviço ao País não estarmos com uma pauta proativa.


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Ele minimizou o fato de a bancada peemedebista estar rachada na Câmara sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff e disse ver maioria do partido a favor da "governabilidade".

— Quando que o PMDB não foi rachado? O PMDB está sempre rachado. Às vezes em três, quatro frentes [...] Acho que tem muito mais gente favorável à governabilidade do que ao impeachment. Não estou dentro do parlamento, mas vejo de conversa entre os governadores e prefeitos, muita gente apostando na governabilidade.


Pezão foi um dos críticos à destituição do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) da liderança do partido na Câmara. A medida contou com apoio de Cunha e aval do vice-presidente Michel Temer. Picciani é visto como aliado da presidente Dilma Rousseff e contrário ao processo de impeachment. 

— Acho muito ruim ter uma medida dessa contra um líder que se dedicou à governabilidade, à chapa da Dilma e do Michel, uma pessoa que esteve nos momentos mais difíceis ao lado do governo.

Ele ainda classificou a operação como uma "medida de força, desnecessária" dentro do partido.

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