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Haddad promete estudar recriação do ministério da Pesca

Haddad disse que a criação de um ministério não pode ser vista como criação de despesa: "temos que escapar desse tipo de armadilha"

Brasil|Do R7

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Haddad durante campanha nesta segunda em SP
Haddad durante campanha nesta segunda em SP

Em encontro com sindicatos de pescadores em Itajaí (SC), nesta terça-feira (18), o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) prometeu estudar a recriação do Ministério da Pesca, pasta concebida no primeiro ano de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e extinta no segundo mandato de Dilma Rousseff.

Ao falar com jornalistas, Haddad disse que a criação de um ministério não pode ser vista como criação de despesa.


"Temos que escapar um pouco desse tipo de armadilha que o senso comum nos coloca. Temos que ter muita maturidade, sabemos que o governo precisa dar uma atenção especial ao setor", disse o candidato. "Às vezes, uma pequena modificação, um foco em um setor que tem potencial, paga mil vezes o custo de uma equipe."

Em ruas da cidade, houve protestos de simpatizantes do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) que discutiram com apoiadores do petista, conforme vídeos divulgados nas redes sociais. Ao comentar o episódio, Haddad afirmou que a campanha se preocupou em respeitar o direito de manifestação e a integridade das pessoas.


Discurso de candidatos acirra eleição mais violenta em 30 anos

O local da coletiva de imprensa foi alterado por conta da manifestação. "Não vejo tumulto, tumulto é quando há violência. Então estamos evitando, fizemos nosso ato com segurança para não criar o menor risco de que as pessoas se machuquem", comentou o petista.


Haddad critica política de preço de combustíveis de Temer e Dilma

Haddad criticou na manhã de hoje, em entrevista à CBN e ao G1, a política de preços de combustíveis adotada pelo governo da correligionária Dilma Rousseff (PT) e pelo atual governo de Michel Temer (MDB).


"Temer se equivocou ao vincular os preços do combustível à especulação do mercado externo e na gestão Dilma, não deveríamos usar o preço do combustível na política inflacionária", disse Haddad, destacando que a melhor política de preços para a Petrobras é não usar a empresa para manipular os preços. "Mas não se pode desconsiderar o seu monopólio e não se pode usar a política de preços para balizar a inflação".

Ao falar da política de preços da Petrobras e das consequentes altas nos combustíveis — o querosene de aviação, por exemplo, superou os R$ 3,30 e já está cotado no maior valor desde 2002 —, Haddad citou o governo de seu padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que na sua gestão o País teve uma política de preços que levava em conta a rentabilidade da Petrobras e também os seus custos.

Apesar da crítica à gestão Dilma, o candidato do PT disse que o pior dos erros nesse setor foi cometido por Temer. "Ele trouxe enorme prejuízo ao País, ao atrelar o preço doméstico à cotação especulativa dos preços internacionais. Essa política foi implantada em julho de 2017 por Pedro Parente, determinando que os preços de derivados de petróleo comercializados pela empresa poderiam acompanhar diariamente as oscilações internacionais da cotação do óleo cru", disse.

Já na gestão Dilma, houve uma política de represamento e um controle de preços para subsidiar os combustíveis e ajudar a conter os índices inflacionários. A política do governo Dilma conseguiu segurar os preços dos combustíveis, mas também resultou em contas bilionárias para a Petrobras, o que obrigou a estatal a arcar com a falta de paridade internacional. "Se tem repique inflacionário, tem outra forma de corrigir do que por administração de preço público", reiterou Haddad na entrevista.

Bancos

Haddad voltou a dizer que, se eleito, pretende taxar as instituições financeiras. "Quanto mais juros os bancos cobrarem, mais impostos pagarão. Quanto menos juros cobrarem, menos impostos irão pagar. O banqueiro terá de pagar do bolso dele quando aumentar os juros e não tirar do bolso do trabalhador", disse o petista.

Haddad afirmou que não pretende aumentar a carga média tributária, mas sim taxar bancos e quem ganha mais. "Vamos isentar do Imposto de Renda de quem ganha até cinco salários mínimos", emendou.

Ao falar em taxar os bancos, Haddad disse que isso não foi feito nas gestões do PT porque "é muito difícil mexer em vespeiro". "E por falar nisso, quero mexer também no vespeiro da concentração dos meios de comunicação", destacou.

O petista disse que, em sua eventual gestão no comando do País, não vai permitir a cartelização dos meios de comunicação. "Que mal fazem as agências internacionais atuarem aqui no País? As agencias internacionais de notícias têm todo o direito de veicularem notícias em língua portuguesa no Brasil", frisou o ex-prefeito de São Paulo.

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