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Homens receberam 77% das indenizações pagas por acidentes de trânsito em 2012

Maior parte dos acidentes em que o DPVAT foi pago a mulheres, elas não estavam ao volante

Brasil|Da Agência Brasil

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Das mais de 500 mil pessoas que foram indenizadas pelo Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) no ano de 2012, apenas 23% foram mulheres, informou nesta sexta-feira (8) a Seguradora Líder DPVAT. Mesmo sendo maioria na população brasileira (51%), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), elas ficaram muito atrás dos homens, que receberam 77% dos pagamentos. Para o diretor de relações institucionais da Seguradora Líder DPVAT, Marcio Norton, a maior cautela das mulheres é um dos motivos que explica a diferença.

— Por um lado, as mulheres são mais cautelosas e atentas. Muitas vezes estão com os filhos no carro e dirigem com mais segurança. Isso é mérito delas. Mas há uma diferença: os homens se expõem mais ao risco trabalhando no trânsito. São a maioria dos taxistas, motoristas de caminhão e motociclistas, e as motocicletas têm contribuído muito para o aumento das indenizações.


Na maior parte dos acidentes em que o DPVAT foi pago a mulheres, elas não estavam no volante. Em 66% dos casos de morte ou invalidez permanente, a segurada era passageira ou pedestre, e, em 34%, era motorista.

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Uma diferença entre o perfil das acidentadas em relação ao dos homens é a faixa etária em que mais ocorrem acidentes com mortes: enquanto a dos homens é dos 25 aos 34 anos, a das mulheres é dos 45 aos 64 anos.


— Os homens se envolvem em acidentes mais graves, com maior letalidade. As mulheres sofrem mais com a invalidez permanent.

Norton estima ainda que, na maioria das vezes em que as mulheres foram indenizadas como passageiras ou pedestres, o motorista era um homem.

As mulheres da região Sul receberam 29% das indenizações por invalidez permanente do País, mesmo correspondendo a apenas 14% da população. As mulheres do Sudeste, que são 42% das brasileiras, ficaram em terceiro lugar, com 24%, atrás das nordestinas, que são 28% da população e somaram 28% dos casos de indenização.

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