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Ideli assume Direitos Humanos sob críticas de PT e movimento gay

"Nada tem a ver com direitos humanos", reclama coordenador de direitos humanos do PT

Brasil|Do R7

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Segundo críticos, Ideli "não tem jogo de cintura"
Segundo críticos, Ideli "não tem jogo de cintura" WILSON DIAS-ABR

Bombardeada pela base aliada por conta da frágil articulação política do governo e da demora na liberação de emendas parlamentares, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, assume na próxima terça-feira a Secretaria de Direitos Humanos, já na mira de lideranças do movimento gay e do próprio Partido dos Trabalhadores, que a acusam de ter pouca afinidade com os temas tratados pela nova pasta.

O coordenador nacional do setorial de direitos humanos do PT, Rodrigo Mondego, criticou.


— Ideli é uma companheira valorosa no setor sindical, educacional, mas nada tem a ver com direitos humanos, não tem o perfil para tocar essa temática. Nas relações institucionais, a grande crítica feita à ministra Ideli foi em relação ao diálogo (com os parlamentares) e a SDH tem como principal característica o diálogo com os movimentos sociais.

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Para Mondego, o governo cometeu um equívoco ao não discutir com os movimentos sociais o nome apropriado para suceder à atual titular da pasta, ministra Maria do Rosário. "Nomear a nova ministra da SDH sem ter nenhum diálogo com a militância do partido é um outro erro na nomeação da Ideli",comentou Mondego. "Não fomos consultados."

Ideli e Maria do Rosário conversaram nesta sexta-feira por telefone para tratar da transição na secretaria. Na conversa, Ideli disse que tem admiração pelo trabalho da SDH e destacou que pretende dar continuidade às iniciativas da pasta, que acompanha ações do governo focadas em grupos diversos, como pessoas com deficiência, mortos e desaparecidos políticos, criança e adolescentes, idosos.


Homofobia

Além de lideranças do PT, o nome de Ideli também encontra resistência dentro do movimento gay, que se ressente da orientação da ministra de não colocar em votação o projeto de lei que criminaliza a homofobia, no ano passado. Para o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, "a indicação dela é péssima".


— A Ideli não tem jogo de cintura, não está associada com as lutas de direitos humanos, é uma mulher travada com os interesses do núcleo político dela. Ideli não nos representa.

Nesta semana, o Grupo Gay da Bahia elegeu a ministra uma das inimigas da comunidade gay, dedicando-lhe o troféu "pau de sebo" por "ter sido 'moleca de recado' da presidente Dilma determinando o arquivamento do projeto de lei que equiparava homofobia ao racismo". Procurada pela reportagem, a assessoria de Ideli não quis comentar as críticas.

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