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Julgamento de recurso de Cunha no TRF4 é adiado por pedido de vista

Ex-deputado federal Eduardo Cunha foi condenado a 14 anos e 6 meses de prisão na segunda instância. Defesa tenta reduzir tamanho da pena

Brasil|Diego Junqueira, do R7

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Cunha está preso desde outubro de 2016
Cunha está preso desde outubro de 2016

O TRF4 (Tribunal Regional federal da 4ª Região) adiou nesta quinta-feira (16) o julgamento de um recurso do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra condenação de 14 anos e 6 meses de prisão na Lava Jato. O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus pediu mais tempo para avaliar a ação, que agora não tem data para voltar à corte.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados foi condenado em março de 2017 a 15 anos e 4 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba (PR), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele é acusado de receber US$ 1,5 milhão em propina na compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, no continente africano, em 2011.

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No TRF4 (corte de apelação da Lava Jato, na 2ª instância da Justiça Federal), a pena de Cunha foi confirmada e reduzida para 14 anos e 6 meses no ano passado.

A defesa do ex-deputado entrou com embargos de declaração contra a condenação, quando se pede apenas para esclarecer pontos omissos da sentença. O pedido, no entanto, foi negado em março pela 8ª Turma do TRF4.

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Na sequência, os advogados do emedebista entraram com embargos infringentes contra a condenação — um tipo de recurso que pede para alterar o resultado da sentença considerando que a decisão não é unânime. Os advogados queriam que fosse reconhecido apenas um crime de evasão de divisas, o que em tese poderia reduzir a pena.

O relator do pedido, desembargador Leandro Paulsen, rejeitou o epdido e não deu seguimento.

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"Mesmo reconhecendo um crime único de evasão de divisas, o Des. Gebran estabeleceu, para tal crime, pena de 3 anos e 6 meses de reclusão e multa de 140 dias multa no valor unitário, cada qual, de 5 salários mínimos. O voto de minha lavra, por sua vez, mesmo com a continuidade, apontou idêntica pena privativa de liberdade: 3 anos e 6 meses. Note-se, ainda, que a pena total privativa de liberdade a que chegou o Des. Gebran, foi de 18 anos e 6 meses de reclusão, enquanto o voto de minha lavra chegou à pena total de 14 anos e seis meses de reclusão. Vê-se que prevaleceu o entendimento mais favorável ao réu", escreveu Paulsen.

A defesa entrou com mais um recurso contra a decisão, no caso um agravo regimental para reforçar o pedido de análise dos embargos infringentes.

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No julgamento de hoje, a desembargadora Cláudia Cristina Cristofani votou favoravelmente ao pedido de Cunha. Na sequência, Laus pediu visto e adiou o julgamento.

Cunha foi preso em outubro de 2016 em Brasília e atualmente está detido no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense.

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