Justiça mantém prisão de Paulo Preto, ex-diretor da Dersa
Segundo investigação, Paulo Preto desviou recursos destinados às obras do trecho sul do Rodoanel; ele está preso desde o dia 6 de abril
Brasil|Thais Skodowski, do R7

A Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu por unanimidade manter a prisão do ex-diretor do Departamento da Área de Assentamento da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.
Paulo Preto foi preso no dia 6 de abril acusado de participar de um esquema de desvio de dinheiro do programa de reassentamento dos empreendimentos Rodoanel Sul, Jacu Pêssego e Nova Marginal Tietê, entre 2009 e 2011.
A decisão de manter a prisão do ex-diretor ocorreu na tarde desta segunda-feira (7) durante o julgamento de agravo regimental pedido pela defesa contra o parecer do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que no dia 13 de abril, indeferiu um pedido de habeas corpus feito pelos advogados de Paulo Preto.
O advogado Daniel Bialski, da defesa de Paulo Preto, informou que não vai se pronunciar sobre a decisão do STJ. No julgamento, ela alegou que a prisão está fundamentada em episódios vagos. A defesa também disse que não há possibilidade de reiteração delitiva, já que o réu deixou oficialmente o cargo na Dersa em 2010.
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Depoimentos
O STJ considerou que há a necessidade de assegurar a prisão para garantir o depoimento “imparcial e idôneo de testemunhas” por causa de notícias de ameaças a ré colaborada e da mudança drástica no depoimento de uma testemunha, ex-babá da filha de Paulo Preto.
“Diante da alegação de que as supostas ameaças estariam sendo realizadas por interposta pessoa, depreende-se que as medidas cautelares diversas da prisão não se mostram, em princípio, satisfatórias, pois não surtiriam o efeito almejado para a proteção das testemunhas e da instrução criminal”, afirmou o relator Reynaldo Soares da Fonseca.















