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Praias brasileiras ocupam o quarto lugar entre as mais contaminadas por bitucas de cigarro no mundo

Pesquisador alerta que aditivos químicos relacionados ao produto podem representar risco à saúde humana e dos animais

Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Praias brasileiras são as quarta mais contaminadas por bitucas de cigarro no mundo, com a praia de Boa Viagem, no Recife, em primeiro lugar.
  • Pesquisa mostra que o índice de contaminação nas praias do Brasil é até 40 vezes maior que a média global.
  • Aditivos químicos dos cigarros podem representar riscos à saúde de humanos e animais, especialmente quando as bitucas poluem o mar.
  • Pesquisador sugere responsabilidade das empresas pelo descarte inadequado e propõe campanhas de conscientização e possíveis restrições para fumar nas praias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As praias brasileiras ocupam o quarto lugar entre as mais contaminadas por bitucas de cigarro no mundo. Uma pesquisa que analisou 130 estudos realizados entre 2013 e 2014 revelou que a praia de Boa Viagem, no Recife, lidera a lista.

Enquanto a média registrada nos 55 países avaliados é de 0,24 bituca por metro quadrado, em algumas praias do Brasil esse índice chega a ser 40 vezes maior. Entre os 17 países com maior concentração do resíduo, apenas Irã, Chile e Tailândia aparecem à frente do Brasil.


Saco de lixo preto parcialmente aberto contendo uma grande quantidade de bitucas de cigarro sobre uma lona azul
Bitucas vão 'contribuir ainda mais com a poluição do mar', diz pesquisador Reprodução/Record News

Segundo Luiz César Loques, pesquisador do Neate (Núcleo de Estudos Avançados em Transição Energética) da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, apesar de o componente mais conhecido do cigarro ser a nicotina, existe uma série de aditivos químicos relacionados ao produto que podem ser um risco à saúde humana e, nas praias que permitem, dos animais.

“O grande problema é o compartilhamento desses produtos que compõem o cigarro, que boa parte deles é poluente quando tem contato com o ambiente, e que eles vão naturalmente contribuir ainda mais com a poluição do mar, quando essas bitucas acabam rolando da área e vão para a água, e do próprio ambiente que pode ter contato com a pele humana”, explica.


Para Loques, é preciso começar a responsabilizar quem produz o produto pelo mau descarte do consumidor. Então, seria criada uma cadeia de incentivo ao descarte regular para aqueles que ainda usam o cigarro, por meio de campanhas de conscientização.

“Deveria haver um movimento, se não do Congresso Nacional, mas pelo menos dos municípios, para restringir nas praias a prática de cigarro e, eventualmente, até municiar a guarda municipal, se for o caso de uma lei federal das polícias, a constranger legalmente os fumantes nesse ambiente, ainda que seja aberto. Isso evidentemente incomoda a pessoa do lado, porque às vezes pode estar com uma criança, com um idoso, você não tem o controle, então é melhor não usar”, afirma em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (27).

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