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Mercadante: “Negociações para o segundo escalão vão levar em conta critérios técnicos e políticos”

Ministro da Casa Civil afirma que governo já recebeu solicitações dos partidos

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Cunha, Mercadante e Renan na sessão de instalação da legislatura
Cunha, Mercadante e Renan na sessão de instalação da legislatura

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (2) que as negociações para distribuição de cargos do segundo escalão do governo devem ser intensificadas a partir de agora, uma vez que já foi encerrado o processo de eleição interna no Congresso Nacional.

Com os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados eleitos, a base aliada deve se concentrar agora na divisão dos cargos de chefia das agências reguladoras, das empresas estatais e das autarquias que compõem o governo.


Segundo o ministro Mercadante, a presidente Dilma Rousseff é quem vai comandar toda a distribuição e além de critérios técnicos, os critérios políticos também vão precisar ser levados em conta, já que é preciso confirma apoios no Parlamento.

— Nós já recebemos a solicitação dos partidos, não houve nenhum compromisso até esse momento. A partir de agora, começam as negociações para definir o segundo escalação em busca de combinar critério técnico, a competência, com critério político, do apoio parlamentar no Congresso Nacional.


Dilma liga para cumprimentar e sugere reunião com Cunha

As declarações foram feitas em Brasília, logo após a sessão de instalação da 55ª legislatura no Congresso. Mercadante foi o mensageiro da presidente Dilma, que não compareceu à cerimônia, mas encaminhou carta ao Parlamento para marcar o início do ano legislativo.


O ministro justificou a ausência de Dilma alegando que não é “tradição” que a presidente esteja presente na abertura dos trabalhos legislativos.

— Não é tradição a presidente necessariamente participar da leitura da mensagem. Ela veio aqui há um mês, leu o pronunciamento na posse aqui no Parlamento, e agora ela encaminhou a mensagem presidencial, como vem acontecendo praticamente todos os anos.


Relação com Cunha

Sobre a derrota do candidato do governo, deputado, Arlindo Chinaglia (PT-SP), nas eleições para presidência da Câmara, o ministro da Casa Civil afirmou que a “disputa parlamentar faz parte da democracia”. Ele nega que o Planalto considere o vencedor, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um desafeto e diz que agora é hora de diálogo e conciliação.

— Essa eleição já aconteceu. Agora precisamos pensar no desfio do Brasil. Construir uma agenda, começar a votar. Divergência na base faz parte da vida democrática, tem que resolver com diálogo com humidade com disposição.

Cunha derrotou Chinaglia com uma diferença de 131 votos na Câmara dos Deputados.

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