Barragens em estado crítico podem não romper amanhã, mas precisam de atenção urgente; veja análise
Magno Castelo Branco, PhD em Ecologia, se preocupa com o desconhecimento em torno do estado atual das estruturas
Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS
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As tragédias de Mariana em 2015 e Brumadinho em 2019 marcaram a história do Brasil e somaram juntas mais de 291 vítimas. Os eventos acenderam um alerta para futuros rompimentos de barragens. Um levantamento recente da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) mostra que, mesmo uma década depois, ainda existem motivos para se preocupar.
O estudo anual de segurança de barragens registrou mais de 14 mil estruturas e identificou que 213 delas estão em situação crítica, com potencial para atingir pessoas ou estruturas importantes. No Conexão Record News desta quarta-feira (8), o PhD em Ecologia e membro do painel de experts das Nações Unidas, Magno Castelo Branco, analisou os resultados obtidos.
“Este relatório indicando essas barragens em situação crítica não significa que elas vão romper amanhã, mas significa que a gente precisa dar uma atenção urgente para elas, especialmente as de agências de mineração, que são as que têm maior potencial de causar desastre”, afirmou o especialista.
Ele enxerga que, desde Mariana, o Brasil evoluiu ao reforçar as fiscalizações, mas o nível de desconhecimento em torno do estado atual das estruturas o preocupa: “Quase metade das barragens que estão cadastradas no sistema, [...] ainda não tem nenhum diagnóstico sobre elas, em que estado que elas estão, em que nível de vigilância que elas têm que ser enquadradas”.
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