Ministro da Casa Civil aprova Temer na articulação política e diz que base aliada será fortalecida
Vice-presidente vai conduzir pacto com Congresso pelo reajuste fiscal
Brasil|Cláudia Gonçalves, da TV Record, em Brasília

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante avaliou, nesta terça-feira (7), que o fato de o vice-presidente da República, Michel Temer, assumir a articulação política do governo vai criar um ambiente mais favorável ao diálogo entre o Executivo e o Legislativo.
Para Mercadante, a experiência de Temer vai fortalecer e integrar a base aliada ao governo no Congresso.
— Ele é bastante vivido, do ponto de vista político, leal ao projeto do governo e à presidenta.
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As declarações foram dadas logo após Dilma Rousseff anunciar a decisão de extinguir a SRI (Secretaria de Relações Institucionais) da Presidência e passar as atribuições da pasta à vice-presidência da República.
Com a medida, o ministro Pepe Vargas, que chefiava a SRI, ficou sem cargo no primeiro escalão do governo. Nos bastidores, a informação é de que Pepe poderá ocupar a Secretaria de Direitos Humanos, no lugar de Ideli Salvatti.
No entanto, Mercadante preferiu não comentar essa possibilidade. O ministro disse apenas que Pepe pode ajudar o governo tanto numa nova pasta, quanto reassumindo seu mandato na Câmara dos Deputados. Segundo o chefe da Casa Civil, qualquer outro anúncio será feito posteriormente pela presidente Dilma.
Primeira missão
O primeiro desafio de Temer como novo articulador do governo será convencer a base aliada a votar favoravelmente às medidas econômicas editadas pelo Executivo, para possibilitar reajuste fiscal para equilibrar as contas públicas.
De acordo com Mercadante, o governo vai lançar um novo pacto com o Congresso pelo reajuste fiscal. Um carta pública deve ser discutida nesta quarta-feira (8), e assinada pelos presidentes da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RN).
A coordenação do pacto e as negociações serão conduzidas pelo vice-presidente Temer.















