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Ministro da Justiça responde a acusação de tucanos e diz que agiu segundo a lei 

Cardozo diz que "cumpriu o seu dever" ao mandar PF apurar denúncias contra políticos em cartel

Brasil|Do R7

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Para o ministro, o único problema com as denúncias foi o vazamento das informações no meio da investigação
Para o ministro, o único problema com as denúncias foi o vazamento das informações no meio da investigação

O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo respondeu, segundo matéria publicada no jornal O estado de S. Paulo deste domingo (24), à acusação do PSDB que diz que ele teria agido por critérios políticos e não de acordo com a lei ao encaminhar denúncia contra políticos do PSDB, DEM e PMDB diretamente à Polícia Federal.

Tucanos acusam o ministro de querer desviar a atenção da prisão dos mensaleiros. Cardozo disse que adotou o procedimento padrão.


— Mandei para a PF examinar a plausibilidade.

A resposta foi dada após o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, afirmar neste sábado (23) que pediria explicações sobre o envio feito pelo ministro da Justiça. O senador e possível candidato à Presidência Aécio Neves também cobrou explicações do ministro da Justiça em pronunciamento neste sábado.


Deputado quer que ministro explique denúncias feitas contra tucanos

Ex-diretor da Siemens cita suposto envolvimento de políticos em cartel de trens em SP


Cardozo disse que recebeu o documento do deputado estadual licenciado e secretário de Serviços da Prefeitura de São Paulo Simão Pedro (PT) em sua casa, mas não lembra a data. Ele explica que a PF costuma analisar os casos antes de decidir o que fazer e, como os documentos faziam referência a supostos pagamentos de propina a políticos no caso do cartel de trens que está sob investigação do Cade, a PF enviou a documentação para a Superintendência Regional da PF em São Paulo. Isso pode ter gerado "uma confusão".

Segundo o ministro, o delegado Bráulio Galloni, de Brasília, achou que os documentos tivessem vindo do Cade e incluiu esta informação no ofício endereçado à PF em São Paulo. Mas não foi, segundo Cardozo, o Cade que fez o encaminhamento à PF, mas sim, ele. E completa "eu tomei essa medida, porque é meu dever. Aí surgiu esse tiroteio. Se eu não faço isso, vão me acusar de prevaricação. Da mesma forma, se o Cade tivesse recebido (os papéis) também teria que mandar para a PF".


Acusações

As denúncias contidas no documento seriam a respeito de secretários do governo de São Paulo que teriam ligação com o esquema de cartel das licitações do metrô do Estado.

Antes, existia a informação de que o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer tinha entregue um relatório ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que provava um esquema de corrupção no Estado durante os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

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Entre os políticos que estariam envolvidos estão o deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB), o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e os secretários estaduais José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitano) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico).

Cardozo lamenta que o relatório tenha vazado, porque pode atingir a imagem de pessoas que muitas vezes não tem nada com os fatos investigados. 

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