Brasil Ministro do Turismo nega esquema de candidaturas laranjas no PSL

Ministro do Turismo nega esquema de candidaturas laranjas no PSL

Marcelo Álvaro Antônio alega que só foi indiciado por ser o presidente do partido em Minas Gerais e diz que não pensa em deixar o Governo

Ministro do Turismo nega irregularidades

Ministro do Turismo nega irregularidades

Reprodução / Record TV Minas

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, voltou a negar, nesta terça-feira (8), a existência de um esquema de candidaturas laranjas no PSL de Minas Gerais. Durante entrevista à Record TV Minas, o líder da pasta disse que ficou surpreso com a conclusão do inquérito da Polícia Federal e afirmou que não pensa em deixar o Governo.

Na última sexta-feira (4), O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) denunciou o ministro e outras 10 pessoas pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa. Segundo o MP, candidatas mulheres teriam repassado parte do fundo partidário das campanhas delas para candidatos homens do partido. Marcelo Álvaro Antônio nega as irregularidades.

— As candidaturas laranjas não existiram no âmbito do PSL. As quatro candidatas acusadas depuseram e provaram no âmbito do inquérito, pelo que eu tive acesso, que elas fizeram campanha política sim.

Antônio ainda afirmou que não há provas de envolvimento dele no caso. Para o ministro, sua citação só aconteceu pelo fato de ele ser o presidente do partido à época.

— A autoridade policial entendeu que algumas pessoas componentes do partido tiveram procedimentos inadequados e, como presidente do partido, eu deveria dar conta daquilo que cada pessoa fez individualmente.

Após a divulgação do inquérito da PF, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro vai manter Antônio no cargo e “aguardará o desenrolar do processo”. Questionado se pretende deixar a pasta, Marcelo Álvaro Antônio diz que não pensa na possibilidade.

— Jamais passou pela minha cabeça entregar a pasta porque eu tenho a minha consciência limpa de que os meus atos à frente do partido foram idôneos.

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