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Mourão defende fiscalização para retirada do Exército da Amazônia

Vice-presidente admitiu que a operação Verde Brasil 2 não deve seguir no apoio a ações contra o desmatamento depois de abril

Brasil|Do R7

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"É a nossa preocupação", disse Mourão sobre Amazônia
"É a nossa preocupação", disse Mourão sobre Amazônia

O vice-presidente Hamilton Mourão admitiu nesta segunda-feira (30) que a operação Verde Brasil 2, em que as Forças Armadas vêm trabalhando no apoio a ações contra o desmatamento na Amazônia, não deve seguir depois de abril e o Conselho da Amazônia trabalha em um planejamento para tentar manter a fiscalização com os recursos existentes.

"Principalmente a partir do momento que as Forças Armadas se retirarem no final de abril, essa é a nossa preocupação, de termos um planejamento com, vamos dizer, com os meios existentes. Porque não adianta a gente querer achar que teremos outros meios, porque não iremos ter", afirmou o vice-presidente durante entrevista no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em que foram apresentados os dados de desmatamento nos últimos 12 meses.

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Anteriormente, Mourão havia levantado a possibilidade da operação se estender, a depender do Orçamento de 2021, mas no momento não há essa previsão. Os militares atuam na região, dentro de uma operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) desde maio deste ano. Ao todo, segundo dados do governo federal, são 3,4 mil homens das três Forças, além de 300 agentes de órgãos de fiscalização.

Segundo o próprio vice-presidente, os militares atuam principalmente no apoio logístico, de transporte e segurança com as equipes de fiscais. A operação foi estendida até abril de 2021 com base em recursos que já foram liberados e empenhados este ano, mas poderão ser gastos até esse prazo. Ao menos por enquanto não há previsão de novo orçamento para 2021.

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Mourão reconheceu que há falta de pessoal nas agências ambientais responsáveis pela fiscalização e afirma que o governo estuda uma forma de recompor esse pessoal. No entanto, as medidas fiscais aprovadas pelo governo para superar a crise da pandemia de Covid-19 impedem a realização de concursos nos próximos anos.

Apesar do aumento de 9,5% do desmatamento em relação aos 12 meses anteriores — chegando ao maior valor anual dos últimos 12 anos —, Mourão afirmou que a operação rendeu frutos e que a previsão era de um crescimento muito maior. "Hoje temos a noção de onde estão ocorrendo os principais problemas e podemos agir antes do ilícito acontecer", afirmou.

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