"Não há provas" sobre as "insinuações" de corrupção na Petrobras, diz presidente da Câmara
Após acordo de delação premiada, ex-diretor da estatal denunciou políticos ligados a governo
Brasil|Do R7

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), se defendeu neste sábado (6) de participação no suposto esquema de corrupção na Petrobras, denunciada pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, após acordo de delação premiada com a PF (Polícia Federal). Segundo Alves, as denúncias não passam de “insinuações” já que não há “evidências” contra ele.
Segundo reportagem publicada pela revista Veja neste final de semana, Costa teria revelado à PF (Polícia Federal) os nomes de 32 parlamentares, três governadores e um ministro de Estado que participariam de um esquema de propina na maior empresa do País.
De acordo com os depoimentos, os responsáveis pelo esquema exigiam uma contrapartida de empreiteiras que queriam fechar negócio com a Petrobras. Essas empresas tinham de reverter parte dos lucros aos cofres da estatal. Depois de lavado por doleiros, o dinheiro era repassado a políticos da base do governo.
Entre os nomes mencionados pelo ex-diretor, além de Alves, estariam o do atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR), ex-líder de governo. Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco, morto no dia 13 de agosto, também foram citados por Costa como beneficiários do esquema.
Dilma promete tomar "providências cabíveis"
Marina: envolver Campos no esquema é "ilação"
Aécio Neves: "Está aí o mensalão 2"
Por meio de sua assessoria de imprensa, Alves afirmou que “nunca pedi nem recebi quaisquer recursos por meio do senhor Paulo Roberto Costa. As insinuações publicadas pela revista Veja, de forma genérica e sem apresentar evidências sobre o meu nome, não podem ser tomadas como denúncia formal nem fundamentada”.
Segundo o parlamentar, é preciso “tomar cuidado” com as denúncias por causa da falta de provas.
“[As denúncias] foram feitas em um processo de delação premiada, sem apresentação de provas. E delação premiada exige provas. Peço a todos que fiquem atentos à manipulação do episódio na campanha eleitoral, por candidatos sem respeito pela verdade dos fatos”.
Paulo Roberto Costa foi preso em março deste ano durante a operação Lava Jato, da PF, sob acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef.
Diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras entre 2004 e 2012, ele fechou um acordo com a PF de delação premiada — quando o réu revela denúncias em troca de redução da pena. Os depoimentos aos agentes federais acontecem desde a semana passada, em Curitiba, onde ele está preso.















